domingo, 4 de março de 2012

Narrativas da Chegada


Sentada na minha janela – a janela para o mundo – balançando as pernas e comendo laranjas, lembrei o que os rapazes do disco me contaram sobre a nossa chegada à Terra...
Planeta Sonho by 14 BIS (Flávio Venturini / Vermelho / Márcio Borges) on Grooveshark


Nossas carruagens de fogo partiram em busca do desconhecido: um planeta onde habitar, construir um novo mundo, os nossos sonhos. Um planeta recém-descoberto, onde as esperanças do nosso povo estavam depositadas, a ser colonizado. Brilhamos no céu como estrelas indo em sua direção. Suspense, medo, dúvidas de como seria o novo mundo, encheram os corações dos nossos aventureiros. Depois deles, viriam os que iriam povoá-lo. Precisávamos, então, após a descoberta, visitá-lo para saber as condições que ofereceria para salvar o nosso povo da catástrofe natural anunciada que nos atingiu. Precisávamos sair do nosso mundo, esperar passar as ameaças e voltar a povoá-lo assim que houvesse condições. E esse, o planeta salvador, era a Terra. Um bom lugar para se viver. Chegamos, colonizamos.


As gerações da Terra se diversificaram e a mistura foi tanta que alguns potenciais, como a telepatia, telecinésia, levitação, clarividência, clariaudiência... Sumiram. Isso tudo faz parte de vocês e ficou adormecido. Um ou outro na Terra ainda tem isso pronunciado, só que ninguém acredita que alguém seja capaz de fazer coisas assim. Acham que é imaginação, ficção científica. Mas a ciência de vocês estuda casos assim existentes na terra. Agora... É preciso deixar eles realmente de queixo caído pra eles acreditarem, e aí eles vão pesquisar. Então a pessoa se torna cobaia dos estudos deles e perde a sua liberdade, ficando à disposição da ciência. Sabendo disso, os que podem fazer essas coisas se calam, ficam escondidos, não se mostram, vivem como pessoas comuns.

A raça mais próxima a nós na Terra foram os faraós, que também desapareceram. Demos origem a eles, eram os mais puros e semelhantes a nós. Primeira geração. Eram calvos no início. Depois, devido à adaptação ao ambiente e às misturas, os cabelos cresciam. Isso se estabilizou e aí eles já raspavam a cabeça, ou melhor, se desfaziam dos cabelos, se mantendo calvos por elegância, pois eram mais bonitos e exóticos deste jeito: carecas. Nós somos muito exóticos. Ainda somos um tipo diferente, de uma beleza estranha à Terra, e os mais próximos a nós eram eles, os faraós, que eram uma casta real.
Lá em Capella somos assim: calvos, crânios longos e pronunciados para cima. Hoje já não existem mais muitos assim na Terra. Aliás, cada vez ficam mais distantes os semelhantes a nós - quase puros. Mas existem na Terra gerações de todos os que vieram aqui: os gigantes, os Nephilins, os Lêmures, Anunnakis, Reptilianos, Librianos, Homens-Pássaro, Arcturianos, Atlantes e Marcianos (os construtores das pirâmides). Isso só para citar alguns.

Quando os Pleiadianos vieram, os Atlantes tinham alterado a atmosfera da Terra através de correntes elétricas. As naves deles se despedaçaram e eles foram destruídos. Eles eram altos, tinham cabelos castanhos e olhos verdes. Ficaram vivos só os golfinhos que eles vinham trazendo. Com os Atlantes, veio a dor. Eles capturaram os outros que aqui chegavam, gerando pânico. Os Pleiadianos se uniram aos Lemurianos e afundaram a Atlântida. Os dois continentes eram Lemúria e Atlântida, que foram formados quando o planeta Marduc cruzou o sistema solar e, com a força da gravitação, transformou a Terra – conhecida no universo como Gaia. Onde era mar surgiu terra e onde havia terra, ficou coberto pelo mar. O continente da Atlântida ficava onde hoje é a Cordilheira dos Andes. Os Marcianos foram destruídos pelo mesmo planeta Marduc. A única coisa que restou do planeta foi o rosto petrificado que se pode ver do espaço, para confirmar um dia a existência de vida no planeta. Os Marcianos que escaparam estão por aí no espaço – e alguns por aqui. São poucos, mas tem.
Com o comportamento dos Atlantes, altamente evoluídos, os poderes além dos sentidos ficaram restritos a alguns, sendo despertado somente pelos iniciados em ocultismo. As tradições e sociedades secretas existentes na Terra ainda conservam esses ensinamentos e treinamentos para desenvolver os potenciais adormecidos no ser humano. Vocês chamam a isso de lado oculto - o eu interior, aquele que nem mesmo vocês conhecem, mas que sabem que existe, porque ele está ali dentro de vocês, pensa em silêncio, interage com você. É aquele que sabe, desconfia e confirma seus pressentimentos. É o “sabe tudo” e vocês não prestam atenção a ele, não deixam ele se manifestar e conduzir vocês. Se vocês seguem os impulsos e comandos dele, tudo dá certo e sai às mil maravilhas. Sem ouvi-lo, dá tudo errado.
Depois que o homem perdeu o contato com seu eu interior, o mundo virou essa parafernália. Quando vocês deixaram de prestar atenção em si, veio o que aí está: um mundo complexo, onde viver é um verdadeiro malabarismo - todo mundo na corda bamba. Não sabemos como o homem da Terra chegou a esse ponto, acho que é porque contamos as coisas e eles não acreditam. Isso aqui era o paraíso e deveria ter continuado a ser, porque tem tudo para isso. E a culpa não foi da serpente, não.
Beijos. 

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