segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Selenita


Eu estava assim arrasada, e a Etnéia veio e disse:
- Ainda podemos recuperar o nosso prestígio e dar uma notícia que interessa a eles. Perdemos essa chance mas ainda temos uma boa para nos recuperarmos.
- O quê?
- Lembras como eu contei que nós fazemos parte da nave e que conectamos a nossa energia à ela?
- Lembro.
- Entra aí em: "UFO, a Selenita, a verdade vindo à tona."


E eu acessei o vídeo. Entrem vocês também para acompanhar a explicação. Parem aí no rosto dela. Ela me perguntou:

- Está lembrando-se desse aparelho no rosto dela?
- Estou.
- Cadê o que tu desenhastes, quando eu lhe falei sobre isso pela primeira vez?
Peguei o caderno e abri na nota que tomei sobre isso no dia em que ela me disse, o desenho estava parecido mesmo. Eu desenhei algo bem parecido com o que ela me descreveu. Sim, era o aparelho, eu falei, mas e aí? Já está na internet também.
- Nem tudo. Eles até hoje não sabem o que é isso. Eles julgam que seja para algum ritual de morte, mas não é. Então entra com o esclarecimento, diz o quer é e para o que serve isso. Presta bem atenção que até falta uma parte que não está na figura do vídeo. Olhei, olhei e vi que estava faltando uma coisa mesmo: o fio.
Aqui vai a foto das anotações daquele dia... Fatídico agosto. Desenhei e anotei tudo o que ele me disse. Vejam.





Como está confusa a anotação, eu vou descrever pra vocês aqui. Olhem, eu desenho muito mal, mas dá pra ver. Então, isso é um conector. O conector é um aparelho que é colocado no rosto deles para pilotar a nave. Ele é uma ponte de diodo. Ele é colocado no rosto, em contato direto com o chakra frontal - o terceiro olho - olhos e boca. O fio que passa por cima da cabeça, por dentro de uma haste, possibilita ele ficar firme no lugar, e esse fio é ligado à nave. Já foi dito aqui que eles usam a energia deles para interagir com a nave. É por esse aparelho que isso acontece. Através dele eles ficam conectados com a energia da nave. Quem pilota a nave é ela, a Etnéia, e por aí por esse aparelho, a mente dela é conectada ao cérebro da nave, por aí vão os comandos, é por aí que eles são dados - da mente dela para o computador cérebro da nave. E ela dirige a nave pra onde ela quiser ir. Tudo é mental.  Todos os comandos são dados pela mente dela, energia mental em forma pensamento. Dizem que não há força maior do que um pensamento bem elaborado. E ela explicou porque usam o aparelho. Os outros dois rapazes usam aparelhos diferentes, que recebem os comandos da Etnéia: são os co-pilotos auxiliares da comandante. Porque ela usa esse aparelho?
Vejam a explicação que ela deu.
- A metade direita do cérebro corresponde ao lado direto do corpo. A metade esquerda do cérebro corresponde ao lado direito do corpo. A frente da cabeça (o rosto) é elétrica. Atrás da cabeça é magnético. O lado direito da cabeça é magnético, e o lado esquerdo da cabeça é elétrico.  O interior da cabeça é elétrico.
Somos capazes de acionar e bloquear qualquer outro circuito elétrico. A eletricidade do nosso corpo tem a potência de um raio. Um macacão que usamos bloqueia as descargas elétricas ao nosso redor, nos protege. Já falamos sobre o macacão aqui. O terceiro olho é a mente-cérebro em funcionamento. Eu e a nave nos tornamos uma coisa só. Eu, uma vez conectada, me torno uma peça da nave pra ela entrar em funcionamento. É como com os carros de vocês: pra funcionar eles precisam de uma chave pra ligar e de vocês pra dirigir. Se você não estiver lá para dirigir, ele não funciona, então você faz parte do seu carro pra ele funcionar. Assim sou eu com a nave, só que ela usa a minha energia, unida à dela, pra funcionar. Já o seu carro funciona com o motor dele. Então, ligada à nave, eu a coloco para funcionar. Eu sou a chave do sistema, eu acelero e desacelero a nave mentalmente. Sou a parte elétrica, a corrente alternativa, para que a nave entre em funcionamento. Ela tem a parte elétrica, mas a sua velocidade é a velocidade do meu pensamento. Entenderam? Sou eu no comando, ela só me obedece.
Eu expliquei a ela que é difícil pra nós alcançarmos isso, parece impossível a nós que essa mecânica tão fantástica deles seja explicada assim, simplesmente. Mas é assim como ela diz, tudo é muito simples, o bicho-de-sete-cabeças quem faz são vocês.
Por isso vocês têm tanta dificuldade nas coisas mais simples. Vocês complicam tudo.
Ela mostrou o aparelho desenhado por mim. Essa é a parte do 3º olho. Você pode ver, na parte de cima ai do vídeo, não tem isso, a haste que contém o fio que me liga à nave, nesse aparelho do vídeo falta o fio. Não tem o fio passando pela testa, saindo do 3º olho, indo pra parte de trás da cabeça, dentro da haste que vai até a altura da nuca. A parte magnética da cabeça. Do chakra frontal, saem dois tubos que vão para os olhos, são as conexões, e dos olhos saem outros tubos para a boca. Pequenos e finos tubos metálicos, por onde passa a minha corrente para a nave. Presta atenção no nosso desenho. Nas pontas desses tubos finos têm pequenas esferas, são microfones.

Por aí, com os olhos através da visão comum e periférica, eu guio a nave. Oriento o caminho que ela vai tomar, a visão emite uma vibração pelos canais lacrimais onde ficam os terminais dos tubos, e os pequenos microfones enviam essas vibrações para o cérebro da nave, para o sensor de direção. Eles enviam a imagem dos meus olhos para a nave, conduzindo-as nos seus caminhos. A boca é o som. Por aí dou os comandos pra subir, descer, parar, direita, desviar, esquerda, voltar e ir em frente. Dou os graus à direita e esquerda, enfim, eu falo e a nave faz. É o comando e a estabilidade do veículo, não preciso manobrar nada, a nave faz tudo sozinha pelo meu comando. Eu sou a ação, ela é o veículo, é o som que comanda as funções. Para acelerar, digo “celeron”; para descer, uso “desin”; para parar totalmente, “decenin” e outros.  Costumamos visualizar os caminhos conhecidos.
Sabe o que é visualizar? É transformar o abstrato em imagens mentalmente visíveis, transformar em real o que não é concreto. A visualização cria e dá vida aos pensamentos. Por aí mostramos o caminho à nave. A conexão pineal - 3º olho, é o nosso senso de direção, aí estão também todos os nossos potenciais. Superouvidos, visão de raios-X, telepatia que é a transmissão de pensamento de uma mente para outra... Eu sou a alavanca na nave, o centro de controle e a direção dela. Entre a pineal-epífise e a pituitária-hipófise, existe um canal muito sutil, é a nossa visão sensorial, resultante dessa conexão. Quando estamos usando o aparelho conector, estamos usando a pineal e a pituitária como ponte.
Quando estamos usando o aparelho conector, estamos usando a pineal e a pituitária como ponte. A pineal não é uma glândula, é um corpo. Corpo pineal, corpo sensorial. Ela está situada na parte posterior do cérebro, rodeada por uma fina areia muito importante: cristais. E tem a cor vermelha acinzentada. Seu tamanho e formato é um de caroço de azeitona. Já a pituitária, é como um grão de ervilha, e está dividida em 3 lóbulos.
Então, o aparelho usado pela Selenita, é pra isso que serve. Ele é um dispositivo de comando. Não é um aparelho ritualístico para um ritual de morte, como pensam. É um instrumento de voo. Eu uso um desses para dirigir a minha nave. Eu sou o comando, eu piloto a minha própria nave.
Ela explica as coisas de um jeito muito fácil, assim, fazendo comparações com coisas conhecidas nossas e isso facilita o entendimento. O aparelho a princípio parece machucar, mas não machuca. Ela falou que ele só encosta, não faz nem pressão. Ele é ajustado para cada um. Para cada cabeça é um tamanho próprio. Vocês podem ver aí pelo vídeo que a selenita também usa um macacão metálico já mencionado pela Etnéia, aqui no Blog. Por baixo da roupa dela se pode ver o macacão que ela usa. O macacão, já sabemos, conduz a energia e os protege, agora comparem as feições dela com as de Dolores Barrios. O que acham disso? A Etnéia é assim também, elas já são 3 agora. A Monalisa: essa aí encontrada na Lua, Dolores Barrios e Etneia. Se compararmos elas pertencem ao mesmo tipo, mesma linhagem. 


Decepção

Continuei ouvindo música enquanto avançava nas pesquisas. 

The Shoop Shoop Song by Cher on Grooveshark

Hoje, 21 de Dezembro de 2012, fui pra internet ver o que estava noticiando sobre o fim do mundo. Ver o Nibiru, que estava vindo em nosso encontro.



Mexe daqui, mexe dali, e o que eu vejo? Nem acreditei quando vi a notícia, dizendo que a Nasa tinha divulgado um comunicado falando que o Elenin era um míssil disparado contra nós e que quando chegou no cinturão de fótons ele foi desintegrado, explodiu. Comunicado interno que vazou. Eu fiquei chocada. Isso era uma coisa que eu já sabia que ia acontecer, antes de acontecer, e que não foi colocada no ar porque o blog da Etnéia estava atrasado nas publicações. Só estava a primeira parte no ar, a segunda não entrou e esta notícia estava lá. Isso me deixou extremamente chateada e triste. Se eu tivesse dado a notícia naquela época, quando ela me falou, eu teria surpreendido a todos. Mas tudo bem... Perdi a oportunidade de aparecer e ficar famosa no mundo, porque a notícia não foi ao ar, e agora nem adianta falar mais nisso, perdeu a graça. Resolvi então que vou parar com o Blog, não vale a pena não poder colocar a tempo no ar o que ela diz, então melhor se calar. 
E por que a notícia não foi ao ar? A notícia não foi ao ar. Porque o blog atrasou. Eu não sei colocar essas coisas no ar, dependo de outras pessoas para isso. Não me afino com o computador, nós vivemos em uma briga danada. Portanto, a culpa é minha.
Como a segunda parte do Blog atrasou e não foi ao ar, a terceira que é essa aqui, já escrita desde agosto, não podia entrar, porque a Etnéia pediu sequência. Precisava primeiro entrar a dois, pra depois essa terceira parte ir ao ar. Os itens que comporiam a terceira parte são:
- Elenin, um míssil disparado contra a Terra.
- Nibiru, uma plataforma armada
- Tecnologia: lavagem cerebral. Está sendo usada errado.
- Facebook: monitoramento da Humanidade pela Nova Ordem.
- O que é a Nova Ordem?
- Internet: a Rede que pegou todo mundo.
- A posição da Lua mudou: estamos vendo outra face, que nos era oculta.
- Lua: satélite artificial.
- A Pedra Filosofal, o que é? Ela já foi encontrada.
- O Homem na Lua: o que aconteceu com as viagens à Lua?
- Bases na Lua: Lua oca.
- A Selenita: esclarecimentos a respeito.  

Nenhum desses artigos mais vai ser publicado. Como vocês sabem, a Etnéia é uma E.T. vivendo na Terra. Acredita quem quiser. Ela nos passa informações e conhecimentos, bem à frente do nosso tempo, nosso entendimento e descobertas. Perdemos a chance de ficar famosos no mundo, porque agora depois da notícia sair na internet, não tem mais graça falar nesse assunto. Não vale apenas nem comentar. Se bem que ela explica tudo detalhadamente, diferente dos outros, não esconde nada, conta tudo, simplesmente. Chateada demais diante disso, de ter perdido a chance de ter colocado a notícia no ar, e ver a minha revelação de agosto guardada na gaveta ainda... Confesso, eu fiquei deprimida. Parada diante do computador, nem acreditava que eu estava lendo aquilo. A minha notícia sobre o Elenin, de meses atrás, agora confirmada, ali diante dos meus olhos, por outras pessoas. Não sei quem foi a fonte. 

Pesquisando

Dont Worry Be Happy by Bobby McFerrin on Grooveshark

Nós nos despedimos e eu fui pra internet. Olhei, andei em vários sites e todos com a mesma notícia, a mesma foto, nada diferente. Um coloca e todos copiam, a notícia era a mesma, em todos. Olhei e saí. Nada sério, achei. Desliguei o computador e a Etnéia chegou, como sempre de surpresa.
- Viu o cometa?
- Vi.
- O que achou?
- Esquisito.
- Por quê?
- Não sei, é feio, a coisa parece que tem chifres.
- Não é um cometa, é um míssil.
- O que?!
- É um míssil que foi disparado contra a Terra, por inimigos de vocês. Pode ver que ele não se parece nada com um cometa. Liga o "bicho" aí pra ver. O "bicho" é o computador. Liguei. Ela mostrou.

- Viu? Ele não tem aquela parte na frente chamada de cabeleira, que se estende por todo ele, envolvendo-o, se transformando em uma cauda longa brilhante, como os cometas têm. Deixam aquela trilha de luz atrás. Ele é uma bola de fogo, com luz em bifurcação, formando o que nem se pode considerar cauda. Depois, a velocidade com que ele se desloca, não condiz com o comportamento de um cometa. Observa.
Era mesmo. Olhamos outros cometas e vi que o Elenin estava fora dos padrões. Ela fez uma série de outras observações e eu quis saber. 
- E agora? O que vai acontecer?
- Ele vai explodir, vai perder uma parte dele e se desviar daqui. Não vai atingir vocês. Vai se perder, se desintegrar no espaço, longe daqui.
Depois disso, ela sumiu um tempo. Quem me deu a notícia, foi a minha de São Paulo, de novo. Ela é ligada no assunto.
- Mana, o Elenin sumiu, saiu da nossa vista, mudou a rota!

Surpresa


Estava ouvindo a música. Quando ela chegou falando, fiquei emocionada ao vê-la... 

- Etnéia! Estás viva?! Ainda bem, eu não me conformava com o que aconteceu, fiquei chocada, não acreditava...

- Os humanos são assim mesmo, não quero mais proximidade com humanos, e só vim pra esclarecer algumas coisas.

O contato da Etnéia agora sou eu, e naquele dia de agosto, com a volta dela assim de repente, ela me trouxe mais algumas informações. Estamos em dezembro agora e eu vou voltar para mês de agosto de 2012. O Blog está atrasado, a segunda parte ainda não entrou no ar no momento que eu estou escrevendo isso (21 de Dezembro de 2012, a Data do Fim do Mundo). Por quê? Como já disse, vamos voltar lá em agosto, quando ela voltou e vocês vão entender, eu vou explicar direitinho. Antes quero dizer que enquanto conversávamos, fizemos uma deliciosa refeição de pera com queijo cuia. Já comeu? Não? Então experimenta, é de outro mundo!



Então... Naquele dia de agosto (02 de Agosto, pra ser precisa), no dia do Aniversário da minha irmã Maria Luisa, eu estava distraída pensando em ligar pra ela quando a Etnéia surgiu. Ela chega assim do nada e eu acabei nem telefonando pra São Paulo. Fazia tempo que ela não vinha. Colocamos a primeira parte do Blog no ar, demos um intervalo, era pra voltarmos com a segunda parte do blog em agosto e não voltamos. As notícias que ela deixara, não tinham ido ainda para a internet, o blog estava parado. Ela me disse:
- Já olhou o céu?
- Não, o que tem no céu?
- Estrelas. Acessa a internet.
Acessei e não vi nada diferente. Fiquei com aquilo na cabeça, ela falou isso e foi embora. Fiquei pensando o que é que ela queria que eu visse no céu e porque não explicou. Fui olhar o céu mesmo, ao vivo, nada de diferente também. Esqueci.
Uma noite lá o telefone tocou, outra irmã que mora em São Paulo, a Cláudia. Conversa vai, conversa vem, e ela me perguntou: “Mana, já viste o cometa que está vindo aí, de encontro a nós? Dizem que ele vai se chocar com a Terra, e que é enorme. Ele é feio, uma coisa esquisita.
- Não, não vi não. Um cometa?
- É... O Elenin, vai no google e digita “elenin”. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Parte III - A Volta




Oi,

eu estava morando no Deserto de Mojave, lá perto do cemitério de aviões, naquela área onde já morei uma vez, onde fazem os testes.


Alguns momentos do deserto:


Hoje voltei pra casa na Califórnia. Claro, ninguém sabe. Acham que eu estou morta, e prefiro assim. Os rapazes levaram os meninos, minha avó e os outros, lá pra Capella, eles agora moram lá, não quiseram mais vir pra Terra. Estão nas listas dos abduzidos e dos desaparecidos. Todos estão bem, e são vizinhos e amigos dos meus pais e irmãos.
Os rapazes continuam com o disco voador aqui em cima de casa.

O Atagildo, Atanásio e o Andrews, o Astor e o Pedro voltaram pra Capella, depois dos estudos que fizeram aqui. A minha vida, como sabem, é pesquisar, continuo pesquisando.



Agora moro na costa da Califórnia.


Beijos. 

Relatos

Assim é o ser humano: traidor, mesquinho, egoísta, hostil. Aquelas pessoas decepcionadas com a crueldade, a insegurança, a criminalidade que reina no nosso planeta, não quiseram mais voltar à Terra. 

E mais uma vez, na amplidão do Universo soou o alerta vermelho contra a Terra: 


o Planeta Azul, lindíssimo, de natureza exuberante e homens primitivos e irracionais, a vergonha do universo. 

Quando será que vai deixar de soar no universo o alerta vermelho contra a Terra, anunciando que mais um extraterrestre foi atacado? Quando o homem da Terra vai tomar consciência que somos todos irmãos?

Os vizinhos de João e Glória estão inconformados em não saber como uma família inteira sumiu da noite para o dia, sem deixar vestígio. Só o que resta é a casa completa. Pai, mãe, filha e filho sumiram. E a esposa não entende porque o seu marido e a mãe dele foram de livre e espontânea vontade para a nave. E a mãe dos meninos vive hoje, muda, olhando o céu na esperança de ver o disco voador trazer seus filhos de volta. E o professor, os alunos iniciaram uma investigação para procurar desvendar a misteriosa história do seu desaparecimento.
Quando o homem da Terra vai criar juízo? Se conscientizar que os irmãos distantes merecem ser bem recebidos? Quando ele vai resgatar esse elo e viver em paz entre eles e com eles, os que vêm aqui visitá-los. 


Os antigos recebiam bem os seus visitantes, porque hoje em dia não se tem mais essa naturalidade e se recebe tão mal quem vem lhe visitar?

Acorda, Homem da Terra! 

Acontecimentos

Oi,
Fui na casa do Naldo hoje. Apareci lá no quarto. Ele estava uma tristeza só. Chamei:
- Naldo.
E ele se virou e correu pra me abraçar, chorando e rindo, dizendo:
- ET! ET! Que bom que você está bem, eu achava que você tinha morrido.
Eu perguntei:
- E o Rômulo?
- Triste demais... Nós ficamos arrasados os dois, não imaginas.
- Imagino, sim, mas eu não podia arriscar, sabe? Vim agora porque está tudo calmo e vocês estão sozinhos. Quero ver o Rômulo.
- Ele já sabe que você é uma ET, viu. Eu contei, não precisa mais se esconder dele.
Fomos lá ver o Rômulo. Ele me abraçou e chorou, dizendo:
- Porque você sumiu, ET? Achei que tinha morrido. Devia ter avisado que estava viva
Sorri.
- Eu só vim pra sossegar vocês. Vou dar umas voltas aí pelo espaço, viajar e, prometo, mandar notícias de lá para vocês. Combinando?
- Vai viajar de novo? Você não estava viajando? O Naldo me falou que você tinha ido viajar.
- É, eu fui. Mas agora vou pra outros lugares. Vou lá com a minha mãe, conhecer a minha terra, onde nasci. Vou até lá as Plêiades com meu tio, ver a mãe do meu pai em Cassiopéia e tirar umas férias em Sirius.
- Não some, por favor, ET.
- Não, não vou sumir.
Naldo disse:
- Vamos comer um daqueles, ET?
Rômulo sorriu. Eu disse:
- Eu topo!
Naldo falou:
- Vou ligar pedindo pra trazerem o lanche em casa.
Rômulo:
- Me conta aí o que tu fizeste neste tempo, ET.
Naldo no telefone, de lá me perguntou:
- E os bichinhos?
- Todos lá na Califórnia, até os passarinhos. Mudei com todo mundo.
- E quem está lá agora?
- Ninguém, daqui a pouco volto pra casa. E é só, “Óóó”, estalar os dedos, e estou lá.
Rimos. Rômulo perguntou:
- Como é a Califórnia?

 - Linda. O lugar onde eu moro é interior, próximo a um parque de preservação ambiental. Perto tem outras cidades e comunidades pequenas que gostam dos ETs.
Rômulo:
- Legal!
- Legal mesmo, lá as pessoas são esclarecidas, posso viver tranquila.
Naldo:
- Não sabia que existiam lugares assim na Terra.
- Existem, lá os ETs são bem vindos, ninguém hostiliza eles, muitos contatos são feitos. Dizem até que muitos deles vivem lá entre os humanos em perfeita harmonia. Eu nunca fui até esses lugares, mas sei que eles existem.
Rômulo:
- Legal, nós também gostamos dos ETs. Naldo me disse que os caras do disco são legais. Me mostrou o CD que eles gravaram.
Naldo falou:
- Ele gostou muito. Eu até fiz uma cópia do CD pra ele.
- Gostei mesmo – Disse Rômulo.
Sorri.
- E seus pais?
- Trabalhando, disse Naldo.
- Mas aquele moleque lá, que falou sobre mim, é um chato, hein?
- E ele continua falando. Queria dar um jeito de ninguém acreditar nele.
- Posso dar esse jeito.
- O que você vai fazer?  - Perguntou Naldo.
- Aparecer pra ele.
-  O quê? Tá doida?
- Deixa comigo, vou até filmar pra mostrar o que vai acontecer.
Fui lá para a casa do garoto, no quarto dele, e ele, distraído, jogava no computador.
- Oi! – Eu disse.
Quando ele se virou e me viu, começou a berrar!
- A ET! Mãããããeeeeeeee!! A ET está aqui no meu quarto! Socorrrrrooooooooo! Manhêêêêêêêêêêêêêê, socorroooooooooo!

Todo mundo correu. Até os vizinhos. Ninguém me via, só ele. Ele apontava mostrando, e ninguém via nada. Ele dizia:
- Ali, ela está ali! Está rindo!
Os pais se olharam, os vizinhos de olharam e o garoto lá berrando, alucinado. Dizia:
- Ali, ela está ali! Ela vai me pegar! Vocês não estão vendo? Pai?! Me ajuda!
Dei tchauzinho pra ele e saí pela janela. Ele apontou pra janela e desmaiou. Logo se espalhou por ali que o menino estava com alucinação, vendo o que não existia. Até na imprensa apareceu de imediato.
Voltei lá pra casa do Naldo e sentei lá com eles, comendo o meu cheeseburger vegetariano, calmamente. Contei pra eles o acontecido, e ríamos. Ali perto da casa do Naldo já estava a imprensa e a polícia. Ambulância, médico e tudo. Nós três lá comendo, nem nos dávamos conta de nada.

# A partir deste ponto, 
os acontecimentos são relatados por uma testemunha #

Distraídos, eles não perceberam a mãe do Naldo chegar. Ao ouvir vozes, ela veio devagar, viu que era a ET que estava lá, correu para avisar a polícia que estava logo ali. Eles imediatamente foram pra lá e cercaram tudo no maior silêncio.
Eles só perceberam quando o helicóptero já estava encima deles. Não deu nem tempo dela ficar invisível. Quando ela correu, uma rajada de metralhadora a derrubou.

Naldo e Rômulo estavam pasmos, duros no lugar, em choque. Um dos guardas, aos berros, anunciou:
- Pegamos a ET, pegamos a ET!
Correu todo mundo que estava lá na casa do menino, pra casa do Naldo.
Lá no gramado do quintal, o corpo dela estirado. Naldo e Rômulo agora choravam aos berros, dizendo:
- Não! Não! Etnéia! Vocês mataram a minha amiga! Assassinos, vocês mataram a minha amiga. Ela era boa!
O Rômulo disse:
- Ela me curou, eu estou andando de novo.
Os vizinhos, que sabiam da paralisia dele, ficaram surpresos ao vê-lo de pé e começaram a comentar entre eles, olhando e falando sobre isso, apontando para o menino.
Estavam lá no meio do povo, olhando o que acontecia, João e Glória, que viram pela TV sobre a notícia do menino que estava vendo a ET e vieram com os pais deles até lá. Estavam também o professor que ela salvara da briga, D. Elisa, Elias e a Esposa.
Ela lá no chão imóvel. Quando os guardas vieram de máscaras, luvas e roupas especiais, para ir juntar o corpo, Naldo e Rômulo correram e se colocaram na frente dela. Naldo dizendo:
- Não! Não se aproximem! Vocês não vão pegar ela! Não vão, eu não vou deixar!!!
A mãe deles desesperada gritava:
- Saiam daí! Saiam daí! Deixem a policia recolher essa coisa!
Os dois lá na frente dela. Os guardas que tinham parado, avançaram de novo, junto com mais dois.
Naldo:
- Não, não! Por favor ajudem, não deixem eles pegarem ela!
Rômulo também gritava desesperado:
- Ajudem, ajudem, ela me curou! Ela é boa, por favor, não deixem eles pegarem ela!
Vendo o desespero dos meninos, João e Glória correram até eles e seguraram em suas mãos, se colocando em frente à ela também. Os guardas pararam, olhando pra eles.
Os pais de Glória e João, foram também, deram as mãos aos filhos, aumentando o cerco. O professor foi. Elias foi. D. Elisa foi, e fecharam um semicírculo diante do corpo da ET. Naldo disse a eles:
- Tomem conta dela que eu vou me concentrar e chamar os rapazes do disco.
Mal ele apertou o botão da sua camisa, e a nave espacial parou em cima deles. Um feixe de luz em forma de cone, desceu sobre o corpo dela. Os rapazes desceram da nave.
Os guardas começaram a atirar neles, mas as balas batiam em alguma coisa invisível e caiam no chão, como se ali tivesse uma parede transparente.
A mãe dos meninos gritava:
- Não atirem, não atirem!!! Vão matar meus filhos.
Os rapazes pegaram a Etnéia e subiram com ela para a nave. Eles ficaram todos embaixo olhando pra cima. Naldo:
- A senhora é a avó dela, não é? Ela vai ficar muito feliz de lhe ver assim, aqui.
- Ela morreu?  - pergunta a avó.
- Não, acho que não, ela só está ferida ou em animação suspensa. Ela é diferente de nós. Vamos esperar.
O disco voador recolheu o cone de luz e partiu em alta velocidade, levando-a. Naldo, Rômulo e a Avó dela começaram a chorar.
Naldo disse:
- Acho que ela morreu sim. Eles foram embora levando ela...
A mãe dos meninos veio abraçá-los, dizendo:
- Meus filhos, graças a Deus vocês estão bem!!!
Naldo se soltou dela, gritando:
- Foi você, você que denunciou ela!
- O que é isso, meu filho? – Disse a mãe.
Naldo, revoltado e chorando:
- Eu não sou seu filho! Você é uma traidora!!! Ela cuidou do Rômulo, ela o curou e é assim que você agradece o que ela fez? Denunciando-a? Deixando eles a matarem? Não!!! Não sou seu filho, você é um ser humano estúpido e mesquinho!!!
A mãe, surpresa, se vira pra Rômulo para abraçá-lo e ele, empurrando-a, disse:
- Eu também não sou seu filho, você não cuidou de mim como ela fez.
- Eu não sou uma ET, não tenho poderes.
- Ela não fez nenhuma mágica comigo. Nem usou nenhum poder. Só teve paciência, me deu amor, carinho, atenção, me animou e me incentivou, coisa que a senhora nunca fez. Pelo contrário, ia pra festas, cinemas, reunião de amigos, e deixava o Naldo com toda responsabilidade de cuidar de mim, um menino de 12 anos cuidando do irmão aleijado de 5 anos, porque a mãe dele ia dançar na boate com os amigos. Não quero mais ser seu filho!
A Nave espacial voltou. O cone de luz desceu sobre eles.

Os rapazes desceram. Naldo, Rômulo e a D. Elisa foram levados pelos rapazes para a nave. Depois os rapazes desceram de novo e levaram João, Glória e os pais deles. Desceram novamente e levaram o Professor e Elias.

Recolheram o cone de luz e sumiram, deixando um rastro de luz e todos lá boquiabertos, olhando para o céu. A mãe dos meninos desmaiou.



Califórnia outra vez

Oi,
Pois é, voltei pra Califórnia. Point Reys. E vocês me perguntam: por que a Califórnia? Na Califórnia existem muitas pessoas que já tiveram contatos com os extraterrestres, são nossos amigos e vivem tranquilos seguindo os ensinamentos que receberam.

Caso polêmico de contato no Haiti
Depois aqui é calmo, os vizinhos continuam lá, todos eles acharam melhor eu ficar aqui, na minha família, o pessoal do disco. Aqui na Califórnia acham que estou mais segura.
Aqui é uma cidade bem afastada dos grandes centros, onde é possível vivem em refúgios, aqui ninguém incomoda os ETs. Aliás, eu não consigo entender porque tanta resistência aos Extraterrestres.

Enoc sendo levado ao céu.
A Bíblia está cheia de histórias, relatos de Vimanas descendo e subindo, carruagens de fogo e fazem barulho como o som dos trovões, muitas vezes mais barulhentas que eles.


 O homem da Terra ainda rouba, sequestra, mata seu semelhante, faz guerras. Ainda são muito primitivos. A tecnologia que aí está não combina com a cabeça deles. Não é querendo diminuir o homem da Terra dizendo isso. Vocês usam as coisas erradas, transformam ventos em armas mortais, tudo o que o homem inventa e descobre é pra maldade.
Porque vocês não acreditam na vinda de naves extraterrestres para pesquisar vocês?
Porque vocês podem ir procurar vida no espaço e os ETs não?
Vocês não fazem as explorações de vocês? Eles também fazem. Então, porque se admiram tanto com isso, e escondem essas existências?
Eles ainda não desceram aqui porque podem esperar tudo de vocês. Mesmo que sejam amistosos com eles.
Quando veem um disco voador, as Forças Armadas de vocês saem atrás deles para abatê-lo, nunca para conversar, fazer contato, recebê-los. Não. Saem é pra matar, abater, aprisionar. Se nós quiséssemos destruir vocês, detonar a Terra, já teríamos feito isso, não é mesmo? Porque mais adiantados nós somos. Já viemos aqui, colonizamos o planeta e vamos e voltamos quantas vezes for preciso. Nunca pensamos que a nossa descendência fosse se corromper tanto assim. Vocês têm uma péssima mania, tudo o que vocês veem, querem logo matar pra pesquisar. É por isso que os visitantes não se aproximam muito de vocês. Vocês são hostis com todo mundo, e todos no universo sabem disso. Quando eles se aproximam aqui da Terra, recebem o alerta vermelho. Vocês são uns irracionais. Há uma diferença muito grande do Homem extraterrestre vindo do espaço e o homem da terra nascido aqui, o terráqueo.  As raças dos homens da Terra são Inimigas entre si, por quê? Porque muitas raças que aqui vieram deixar suas gerações, eram inimigas entre si. Os homens da Terra vivem em guerra, e acham que eles nem sabem mais porque brigam tanto. Não entendo também, porque os cientistas de vocês não acreditam e consideram impossível o cruzamento entre ETs e humanos, se vocês são o resultado desse cruzamento. 
Tem muitos humanos que aceitam os ETs, mas tem outros que além de burros, ainda não hostis. Será que em um Universo desse tamanho vocês seriam os únicos habitantes? Por quê? Isso é puro egoísmo, não acham? E ficam nos perseguindo. E se nos perseguem é porque existimos, então por que não acreditam em nós?
Ora vão se catar, seus sem graça. Abram suas cabeças, pensem. Olhem o céu. O que sentem quando olham o céu? E as estrelas? O que sentem ao olhar as estrelas? Prestem atenção, homens da Terra. Observem, e eu tenho certeza que muitas coisas serão respondidas, principalmente as perguntas do teu coração. E vocês vão se sentir em casa olhando as estrelas.

Experimentem.
Beijos!

Luzes no Céu


Oi,

Sentei pra ver TV. Avisaram que as buscas iam parar e recomeçar só no outro dia. Na rua um repórter falou com umas pessoas, e todo mundo tinha o que contar, tinham visto luzes, discos e até ETs e uma lá disse:

- Eu não acredito nisso, isso é bobagem de criança, eles não viram nada. Estão imaginando.
Gostei. Depois do programa acabar, saí pra ver o João e a Glória. Invisível, claro. Só queria saber o que eles achavam, ver o que diziam. Cheguei lá, estavam conversando. O João disse:
- E nós nunca acreditamos no que ela dizia, hein, Glória.
- Menino, pois é. E era verdade mesmo. Eu achava que ela estava brincando.
A mãe deles veio perguntando:
- Essa não é aquela amiga de vocês, que andou aquele tempo por aqui?
João responde:
- É parecida mesmo, mas acho que não é ela, não.
A mãe:
- Olha que é, eu achava ela bem esquisita mesmo. Vê lá o que vocês vão trazer pra casa agora, viu? Todo cuidado é pouco.
Saí de lá e fui na república onde morei. Os caras que conheci e que estavam atacando o professor aquele dia, comentavam também.
- Vocês acham que devemos contar o que aconteceu lá no estacionamento?
- Não, cara, ninguém vai acreditar.
- É, já faz tempo isso. Porque não contamos logo o que aconteceu? Vão querer saber. E o que vamos responder?
- É, contar agora não dar... Se bem que podíamos dizer que ficamos com medo. E ficamos mesmo, não vamos mentir.
- Vão querer saber por quê ela fez isso conosco. Vocês vão contar que estávamos batendo no professor e ela veio defendê-lo?
- É... Não, é melhor não contar. Vamos nos enrolar com isso.
E todos concordaram.
- Mas eu estou torcendo pra pegarem ela e matarem aquela maluca.
Senti o ódio dele. Não sei por que... Não fiz nada com ele, só defendi o professor. Era uma covardia aquilo, quatro contra um. Não sei por que o ser humano é assim.
Os caras do disco me conectaram. Eu disse:
- Oi, fala.
- Viu como estão as coisas?  Que tal dar um tempo longe? Vamos deixar eles encontrarem o que o garoto disse: a sua casa. Vamos clonar outra, eles invadem, derrubam, veem que não tem nada e sossegam.
- Tá, eu vou, mas antes quero ver outra coisa.
Fui lá no professor. Ele andava de um lado pro outro na sala dele, torcendo as mãos. Pensava: “Eles não podem encontra-la, pegá-la. Vão matá-la e ela é boa, me salvou aquele dia. Não podem fazer isso.
Fiquei satisfeita de saber que ele era meu amigo e torcia por mim. Voltei ao hospital com a minha avó, ela estava dormindo. Ao lado dela, o filho e a esposa dele conversavam.  A esposa:
- Que história louca essa, Elias. Tu acreditas nisso?
- Não sei, estou confuso. A história de como a Enéia sumiu e não tivemos mais notícias dela. Ela sumiu da face da Terra. Devíamos ter ouvido a moça. Nós erramos ao não fazer isso.
E a mulher dele fazendo cara de nojo, disse:
- Mas uma ET? Você queria ter escutado uma ET?
- E se ela realmente for minha sobrinha? Filha da Enéia com um ET? Não é essa a história? Que foram os ETs que a levaram?
- Isso é um terror, Elias. Não fala uma coisa dessas.
Outras pessoas chegaram. Elias se levantou dizendo:
- Oh, minha irmã, ainda bem que você veio.
- O que aconteceu com a mamãe?
- Ihhhh, é uma história que você não vai acreditar.
Eu pensei comigo: “ah, não vai mesmo.
Saí dali e fui pra casa. O disco voador fez contato.
- Oi, fala!
- A sua mãe quer falar com você.
- De novo? Ah, estou cansada. Não quero ouvir mais nada hoje. Diz que não me encontrou. Não sabe onde eu estou. A culpa é deles que me mandaram pra cá.
- Tudo bem, mas olha, não esquenta, estamos dando suporte.
- Ok, obrigado.
Sentei lá na janela, olhando a escuridão lá fora e dentro de casa, pensando: “Será que vou ter que deixar a Terra? Como as coisas se espalharam de repente. Parece um rastro de pólvora. Num instante, virou um alvoroço medonho.
Levantei, entrei e fui pra internet. Todo mundo estava comentando, fazendo graça, piadas, desenhos. Desliguei dizendo:
- Ah, vão se catar! Vou dormir que é melhor. O helicópteros continuam lá fora, agora com
os holofotes acesos, varrendo tudo.
Ia me deitar, quando alguma coisa deu de encontro com a minha casa, e ela começou a cair. Transferi tudo dali imediatamente para Point Reys, e fiquei olhando pra ver o que era. Focos de luz se acenderam de todos os lados. Um trator desses monstruosos, próprios pra demolição, bateu em mim de novo e a casa caiu como papel. Focos de luz foram acesos e os soldados armados começaram a procurar alguma coisa pelo escombros. Passaram o resto da madrugada toda nisso. Viraram e reviraram os entulhos. Uma pá mecânica veio para retirar os entulhos. E pela manhã explodiu a notícia. Tinha sido encontrada a casa que os meninos disseram que tinha no mato e que era a casa da ET.
Tinham derrubado tudo e estavam fazendo buscas no local, mas até agora nada tinha sido encontrado, além da casa. Talvez ela estivesse morta entre os entulhos e era isso o qeu estavam procurando.

Fui lá na casa do Naldo, El estava estático diante da T.V. olhando. Ele sabia que aquela era a minha casa. Ele estivera lá e diante da confirmação caiu em prantos, dizendo:
- Acharam! Acharam ela, Meu Deus! Será que mataram ela e deram sumiço? Levaram? Eles costumam fazer isso. Não capturam ETs vivos. Eles matam logo! E os bichinhos dela? Meu Deus, protege eles. Protege a Etnéia. Parece até que ela estava adivinhando quando me pediu pra tomar conta dos bichinhos dela. Ela já sabia! Ela já sabia que isso ia acontecer.
A mãe dele veio falando algo com ele, e ele desligou a Televisão e correu pro banheiro. A mãe não podia vê-lo chorando, senão...
- Estás tomando banho, Naldo?
- Estou.
- Não estás vendo a TV?
- Não, porque?
- Acharam a casa do mato que o Pil disse que você falou.
- Mãe, eu já falei que foi brincadeira isso.
- Acharam a casa na mata e derrubaram. Mas não acharam sua amiga.
- Oh, mãe, para com isso... Eu já te falei que ela está viajando, e ela não é uma E.T.
Saí de lá. Quero ver quando vão parar com essa besteira toda. Não vão me achar mesmo.
Beijos.