Nós nos despedimos e eu fui pra internet. Olhei, andei em
vários sites e todos com a mesma notícia, a mesma foto, nada diferente. Um
coloca e todos copiam, a notícia era a mesma, em todos. Olhei e saí. Nada
sério, achei. Desliguei o computador e a Etnéia chegou, como sempre de
surpresa.
- Viu o cometa?
- Vi.
- O que achou?
- Esquisito.
- Por quê?
- Não sei, é feio, a coisa parece que tem chifres.
- Não é um cometa, é um míssil.
- O que?!
- É um míssil que foi disparado contra a Terra, por inimigos
de vocês. Pode ver que ele não se parece nada com um cometa. Liga o "bicho"
aí pra ver. O "bicho" é o computador. Liguei. Ela mostrou.
- Viu? Ele não tem aquela parte na frente chamada de
cabeleira, que se estende por todo ele, envolvendo-o, se transformando em uma
cauda longa brilhante, como os cometas têm. Deixam aquela trilha de luz atrás.
Ele é uma bola de fogo, com luz em bifurcação, formando o que nem se pode
considerar cauda. Depois, a velocidade com que ele se desloca, não condiz com o
comportamento de um cometa. Observa.
Era mesmo. Olhamos outros cometas e vi que o Elenin estava
fora dos padrões. Ela fez uma série de outras observações e eu quis saber.
- E agora? O que vai acontecer?
- Ele vai explodir, vai perder uma parte dele e se desviar
daqui. Não vai atingir vocês. Vai se perder, se desintegrar no espaço, longe
daqui.
Depois disso, ela sumiu um tempo. Quem me deu a notícia, foi
a minha de São Paulo, de novo. Ela é ligada no assunto.
- Mana, o Elenin sumiu, saiu da nossa vista, mudou a rota!

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