sábado, 12 de janeiro de 2013

Descendentes

Kung Fu Fighting by Carl Douglas on Grooveshark

 - Hoje cedo eu desci para ver os meninos praticando kung fu. Aí o Pedro me chamou para fazer par com ele.


Eles ficaram admirados comigo, nunca imaginaram que eu estava assim, tão afiada. O Naldo chegou aqui e ficou surpreso também. Suei. Depois fomos tomar um banho de rio, apostamos nado livre os seis e eu ganhei.  Na margem do rio, o Naldo torcia por mim e acabou escorregando e caindo na água, demos muitas risadas dele.
Viemos para casa, tomei um banho, me troquei. O Naldo tomou um banho também e vestiu uma roupa minha, isso era tudo o que ele queria. Fiz meu suco preferido, um mix de caju, acerola, abacaxi, manga, uva, goiaba e maracujá. Servi o meu copo e o do Naldo e mandei a jarra lá pra cima, para os rapazes tomarem também. Enquanto eu e o Naldo tomávamos, ele disse:
Constelação Ophiuchus
- Me conta como vocês vieram pra cá pra Terra?
- Os primeiros seres a virem pra cá foram os de Sirius, Orion, Plêiades, Ophiuchus, Cassiopéia, Andrômeda, Plutão. 
Os plutonianos dominaram tudo - os plutonianos são parecidos com o "Darth Vader", se vestiam sempre de preto. Eles começaram as experiências genéticas a fim de obter o homem local.  Os orianos então se uniram aos sirianos na tentativa de impedir os avanços dos plutonianos na criação da criatura. Eles foram os primeiros a tentar criar a raça humana. Eles foram os fundadores da Atlântida. Eles então entraram em conflito e as raças que estavam aqui foram destruídas por uma guerra atômica.



Tempos depois começou tudo de novo: os Anunakis vieram pra cá, quando eles chegaram aqui a Terra estava quase toda coberta de gelo ainda, eles então construíram ogivas termonucleares e colocaram de maneira que captassem o calor e desgelaram parte da área que estava encoberta de gelo. Isso antes do deslocamento do eixo da Terra.
- Nossa!
- Os Anunakis habitaram a Terra. Não deixaram ninguém vir pra cá, só eles, e criaram então o Adam Kadmon, o homem terrestre usando a engenharia genética deles, sendo Enki o responsável pelas manipulações. Anos depois, não satisfeitos com o rumo que as coisas tinham tomado, os Anunakis resolveram exterminar a humanidade. Enki, discordando da decisão tomada por eles, resolveu salvar a semente da sua criação avisando Noé (o mais puro e digno exemplar humano da época) com antecedência e instruindo-o sobre como escapar do extermínio que viria. Noé não construiu a arca como contam, ele foi com a sua família e os animais em uma nave espacial (Archan Noe) - ArchadeNoe - e veio o dilúvio e com ele o deslocamento do eixo da terra. Após o dilúvio, quando as águas baixaram havia um grande objeto piramidal apoiado no monte Sinai e não no monte Ararate como foi dito. Eles pousaram no monte Sinai assim que puderam voltar a Terra.
O monte Sinai foi a base dos Anunakis de volta à Terra, após o dilúvio, e a partir daí, da família de Noé, e da fauna e flora, preservados em laboratório, repovoaram o planeta. Essa foi a segunda vez que a humanidade foi destruída. Nova geração foi criada, e a entrada de outras civilizações foi permitida. Deram abertura para inteligências extraterrestres e exploradores galácticos virem pra cá. Nós chegamos aqui depois do dilúvio e daí dessa união com o Homem da Terra nós geramos nossa descendência de terráqueos. Dessa abertura para colonizadores surgiram as raças de hoje (O Naldo nem piscava ouvindo isso).
Eles contam que Capella só mandou os seus desertores pra cá, isso não é real, não sei por que nos tratam assim. Todos somos colonizadores do planeta, cada um contribuindo para a criação e evolução da humanidade. Dessa maneira, observando as diversas culturas das raças da Terra, podemos ver as diferenças entre elas, cada uma adquiriu um modo de seus criadores. Observando as diferenças raciais entre os povos, seus costumes de vida, sabemos que não descendem de uma mesma raiz, mas de várias.
- Isso é muito legal.

- Se olhares o mapa do céu, então tu vais ver que é um caminho. Capella, Plêiades, Orion, Sirius, Cassiopéia, Andrômeda e Ophiuchus, são todas constelações próximas umas das outras e algumas até com estrelas compartilhadas. Esse é o caminho que eu conheço. Fui pegar o mapa do céu e mostrei para ele, dizendo:
- Da mistura de todo esse pessoal que veio pra cá surgiu a humanidade. Nós tentamos ensinar a vocês desenvolverem os seus potenciais, mas vocês preferiram trocar vidas humanas por tecnologia e fazer máquinas para substituir seus potenciais (é isso que eles fazem, constroem máquinas para fazer para eles o que eles não podem, por não terem poderes mentais, eles tem armas, tecnologia e nada de poderes naturais). Tudo deles é artificial, é manipulação do meio, como fazem os humanos.
- Mas tecnologia é progresso.
- Realmente, é muito mais fácil a máquina fazer tudo por você, mas lembre-se a máquina falha nós não. E agora, mais uma vez, a humanidade não correspondeu ao seu criador. Perdeu-se no caminho e outra vez se aproxima uma catástrofe natural, um desastre ecológico provocado pelo homem. Se a Terra estivesse bem cuidada e sadia, haveria uma maneira de interferir nos acontecimentos atuais, mas o homem está matando a Terra, ela está agonizando e quem criou a humanidade está decepcionado outra vez. Ainda não convocou ninguém para guiar os passos dela e conduzi-la nos dias que virão. Quem sabe o que vai ocorrer já está se precavendo e se organizando para sobreviver.
- E o que fazer?
- Até agora nada foi decidido. Nós vamos sair daqui e ficar em observação em uma distância segura em nossas naves, e no momento certo agiremos, porque algumas pessoas merecem ser salvas, outras tem que ser exterminadas mesmo.
Fomos almoçar. Eu não costumo almoçar, mas como o Naldo estava comigo, coloquei uns nuggets no forninho e lavei umas folhas de salada, cortei tomates, cebolas e ralei cenouras e beterrabas. Forrei o chão coloquei as travessas em cima. Naldo pegou os pratos, talheres, copos, água e sentamos. Chamei os rapazes pra comer, eles desceram e sentaram,
- Tu falastes que vocês não comem carne e fez nuguets.
- Isso é feito de milho, prova! (ele pegou um, mordeu, levantou a sobrancelha).
- Hummm, delícia! (os rapazes riram). Cada um se serviu com seu prato na mão, segurando com uma e comendo com a outra. Naldo largou o garfo e fez igual a nós, comeu com a mão.
- Vocês deram origem a que raça aqui na Terra?
- Aos faraós e logicamente aos atuais egípcios.
- O que aconteceu aos faraós?
- Foram expulsos da Terra, assim como os Maias e largaram suas cidades e voltaram para casa.
- Quem expulsou eles?
- O governo da época – respondeu Andrew.
- Por que? – quis saber Naldo?
- Desobediência. Começaram a não obedecer mais. Criaram um Deus único e eles queriam que rendêssemos homenagem a eles, os criadores, e tivemos que sair fora.
Atanásio acrescentou:
- É, mas voltamos escondidos e nos infiltramos de novo no meio do povo.
- Tu és americana, Etnéia?
- Não, eu sou Capelliana, me criei aqui na Terra.
- Nós somos capelianos. – Disse o Astor.
E o Pedro: - Eu sou pleiadiano criado em Capella.
- Estas vendo a importância da nossa reunião aqui, Naldo?  - Perguntei a ele. - Mundos diferentes reunidos. Por que com os homens não podem ser assim? Por que os terráqueos tem que nos atacar quando veem nossas naves?
- Porque são burros. Vocês são muito legais. Eu espero não estar sonhando isso.
- Não, é real. – Eu respondi ao Naldo. - Meu sonho era poder realizar uma reunião universal assim como essa aqui, agora.
- Conta mais! Os marcianos existem?
- Sim, e há muitos deles aqui na Terra misturados a vocês.
- Há mistura de todos. – Completou Atagildo. - Aqui, a Etnéia é misturada, é uma híbridra terrestre com capelliano, eu sou puro capelliano, o Astor é híbrido terráqueo com marciano e se criou em Capella, o Andrew é Oraniano híbrido de Capella, o Pedro é Pleiadiano puro criado em Capella e o Atanásio também é híbrido Capelliano com Siriano.
- Nossa! E são todos amigos.
- Sim... Só o homem da Terra não aceita os estelares. – Eu disse. - No entanto ele também é um híbrido, é filho das estrelas, das diversas raças planetárias.
Acabando o almoço fui pegar frutas na geladeira, coloquei em uma cesta e levei para nossa mesa.
O Astor comentou:
- Os marcianos falam espanhol e deram origem a maioria das raças latino americanas.
- É, os pleiadianos ficaram ali pela Suíça, Suécia, Finlândia. São os brancos, altos, louros. Os “bonitões” – disse Atagildo.  
 - Os africanos são de Órion. Os Dogons, são sirianos.  – completou Andrew.
Naldo pegou uma das nossas frutas, perguntou:
- O que é isso? Nunca vi isso.
- Come. – eu disse a ele.
Ele mordeu.
- Hummm, macio, docinho. Delícia! O que é?
Foi o Pedro quem explicou:
- Trata-se de Peco. É de lá das Plêiades. O tio da Etnéia manda sempre pra ela.
- Nossa, que delícia. Não vou morrer, não, comendo isso aqui, não é?
Rimos.
Eu brinquei:
- Depois que ele come é que vai perguntar! Típico comportamento terráqueo. Primeiro eles fazem, depois procuram saber o que foi...
Naldo concluiu:
- Nossa, um dia com vocês são dez anos de vida. Quanta experiência eu estou tendo.
- És o primeiro terráqueo do grupo. – Eu disse.
Atagildo tirou um botão do macacão dele e colocou na camisa do Naldo, que já estava enxuta. Disse:
- Isso aqui é pra se comunicar conosco, sempre que precisar. É só apertar e falar. Bem vindo ao grupo, terráqueo.
Batemos palmas.
Eu disse:
- Que honra, hein? O Atagildo é o chefe da nossa expedição aqui na Terra, e receber alguma coisa assim dele é um acontecimento importantíssimo. A Galáxia toda vai ficar sabendo.
Naldo olhou o botão, todo orgulhoso.
- Testa pra ver. – sugeriu Andrew.
Naldo apertou, falou, e a voz dele saiu em todos os nossos botões.
- Nossa, que maneiro! – disse, animado.
Rimos.
Naldo declarou-se dizendo:
- Vocês são um acontecimento pra mim que nunca pensei passar na minha vida.
- E vocês também, são um aprendizado pra nós. – o Atagildo falou.
- Podem me estudar à vontade e perguntar o que quiserem. Se eu souber, respondo. Se eu não souber, vou procurar descobrir e digo.
- O mesmo dizemos nós. – disse Atagildo.
- Tu achas mesmo que vai acabar o mundo, Etnéia? – O Naldo perguntou.
- Enquanto a humanidade não se libertar, evoluir, e se tornar esclarecida, eles vão exterminar e começar tudo de novo quantas vezes for preciso.  – Respondi.
O almoço acabou. Os rapazes subiram.
O Naldo disse que iria pra casa também. Na saída, ele viu o florete no canto, pendurado e perguntou:
- O que é isso?
- Um florete.
- Eu sei que é um florete. É teu?
- É. Eu luto esgrima, também sou espadachim, samurai, pratico várias artes.
- É melhor eu ir embora daqui antes que a guerreira ninja apareça!
Naldo foi pra casa dele e assim acabou o nosso dia. Eram quatro horas da tarde já. Eu estava cansada e fui dormir.

Beijos.

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