terça-feira, 10 de abril de 2012

O peso da saudade

Minha família foi embora... Só saudades. Ninguém é nada sem família. Apesar deles nunca estarem comigo como estiveram agora, foi como se sempre estivessem aqui. Me criei longe deles, mas agora foi tão próximo, como se eu tivesse me criado em casa.
É muito bom ter uma mãe para cuidar de você à noite e fazer uma comidinha quente e gostosa, lhe dar xarope na tosse, segurar na sua mão quando você está com medo, se orgulhar de qualquer besteira que você faz, como se isso fosse a coisa mais espetacular do mundo. Não tem filho mais bonito que o dela, mesmo que você seja o mais feio da turma. De tudo o que você faz, ela se orgulha... Isso são palavras do meu irmão Etelzinho, me contando o que é ser mãe. Perguntei a ele o que era ser mãe e, nos seus 5 anos, ele me deu essa posição.
Foi muito bom eles estarem aqui. Nós somos muito comedidos a respeito de sentimento, mas eu desenvolvi em mim sentimentos muito fortes. Não que lá sejam insensíveis, não. Somos controlados (os sentimentos tiram a razão e nos dominam), nós não nos deixamos levar por eles. Agora, eu estou sentindo saudades: falta.
A minha família biológica foi embora, mas a minha família animal está aqui. Quando eu cheguei em casa – eu estava passeando na mata, pois a mata me acalma – o Canjica e o Cosmos estavam deitados juntos, no batente da janela, dormindo ao sol da tarde.  Eles já são grandes amigos. Já eram quatro horas e saí para comprar o meu jantar e o Canjica veio atrás de mim. Ele é assim, quando eu levanto ele já começa a me seguir: vou para a janela e ele vai também, Desço para andar na mata, e ele vai junto. Hoje que ele não foi, preferiu ficar com o gato, que ainda é novidade pra ele. Mas quando eu saí para comprar o meu jantar ele foi também. Minha sombra agora é um gato... Todo mundo pela rua parava para nos ver passar. Eu na frente, o galo atrás, correndo, me acompanhando. Na lanchonete foi rizada geral quando entramos. Fui ao balcão e ele voou para o banco. O cara brincou com ele perguntando “vai beber o que?”. Comprei o jantar e sentei pra esperar fazerem o pedido, matando o tempo tomando uma água de coco, lá na mesa. Eu em uma cadeira e o Canjica em outra. Os cliente riam dele. Quando o pedido ficou pronto, peguei o pacote e saí e ele ficou lá, sentado na cadeira olhando a TV. Chamei lá da porta: “Canjica!”. Rizada geral do nome. “Vai ficar aí?”, perguntei, e ele veio. Alguém disse: “Ela fala com o galo e ele entende...”.
Voltamos para casa e tivemos que correr por causa da chuva. Peguei ele no colo, corri e subi. Aproveitando que já estava molhada, cortei o cabelo, tomei um banho e fui jantar. Fiquei com uma aparência meio esquisita depois do corte de cabelo.
A chuva estava bastante forte. Os dois estavam lá na janela olhando a chuva.  Fui sentar lá com eles também - gosto de fazer isso. Estava claro ainda ao entardecer. Agora somos oito na família: o gato, o carcará, a coruja, o galo, os 3 passarinhos e eu. Sentados, os três na janela, aproveitávamos a chuva e o anoitecer. Estava esfriando bastante, ficando nublado. Fui vestir o meu moletom de capote e fechar as janelas laterais, coisa que eu nunca fazia, mas a chuva estava entrando, respingando tudo pra dentro da casa, molhando - então foi preciso fechá-las. A coruja já estava lá no oco da árvore, dormindo, o carcará no galho dele e, no chão, um rolo de gato e galo, pois foram se deitar, juntos. Tudo certo eu fui ouvir um pouco de rádio, enrolada no edredom. O verão em São Paulo é época de chuvas fortes, mas não e frio e estava esfriando bastante. Saí com chuva da costa da Califórnia, cheguei aqui com chuva e só tem chovido.
Entrei em contato com os rapazes do disco voador e eles já estavam recolhidos também. Eu queria falar com o pessoal lá em casa, mas não deu, pois quem faz a conexão são eles. Então fiquei olhando a foto deles, pensando no Etelzinho. O nome dele é Etel e ele bem que podia vir morar aqui: a minha mãe, o Etelzinho e meu pai. Só então me dei conta que eu não sabia no nome do meu pai... Que falta! Também, eu nem conhecia eles... Os rapazes do disco que me disseram o nome dos meninos, meus irmãos, e o da minha mãe eu já sabia, não sei explicar porque.
Uma luz forte passou pela janela e ouvi vozes. Uma nave espacial menor veio trazer material para o disco voador e levar as pesquisas para Capella. Eles sempre fazem isso e aproveitam as noites assim, chuvosas ou sem lua, para navegar por aí. As pessoas deitam mais cedo nessas noites assim. Depois, se elas veem alguma coisa e contam pra alguém, ninguém acredita mesmo que viram um disco voador, porque quem vê essas coisas é tachado de criatura doida. Por isso as pessoas se calam quando presenciam algo assim.
Meu pai me falou que as coisas estão muito sérias entre ETs e humanos, e nós estamos em desvantagem, porque os humanos se aliaram aos nossos inimigos e eles colocaram na mão dos homens tecnologia capaz de causar um desastre nuclear, que atingirá todos os mais próximos e causará danos no universo, abalando todos os sistemas. O homem é um ser ambicioso, ele enche os olhos com qualquer coisa, sem atinar para o perigo, não mede as consequências. Sua sede de poder é tanta que ele nem nota que, em vez de progredir, está se destruindo. Agora ele está brincando com o clima, fazendo nuvens que gritam, colorindo o céu, provocando tornados... 
Está se sentindo um deus, controlando e manipulando as forças da natureza. É isso mesmo que os que fingem ser seus amigos (e lhes dá esses conhecimentos) querem: que você destruam tudo. E nós, mais uma vez, estamos aqui para salvar os que estão fora disso. 
  
E eles estão seguros, dando risada, enquanto vocês se destroem. E o homem, que se diz o inteligente do planeta, nem nota que está sendo manipulado. Ele se acha o dono absoluto da Terra... Não sabem que só moram aqui, que isso aqui não lhes pertence.

Desliguei o rádio e fui dormir.

Beijos. 

domingo, 1 de abril de 2012

Vigiar

Heart Of Glass [Original 12"] by Blondie on Grooveshark
Vocês vivem muito fora da realidade. Não fazem ideia, não imaginam o que acontece pelo mundo. Não sabem o que existe por aí, e quando alguém conta, pensam que é imaginação.
Como já falei, o ambiente do planeta inibe os súper sentidos de vocês. Por isso foram deixados os ensinamentos e exercícios para desenvolvê-los e coloca-los em ação. Esses ensinamentos foram ocultados por interesses de alguns poucos que, tendo desenvolvido esses “poderes” passaram a ser adorados por vocês e se tornaram praticamente deuses. Qualquer um é capaz de ver através das coisas, ouvir além dos sons imperceptíveis, manipular as coisas sem por as mãos nelas, curar, fazer e acontecer. Mas tudo isso ficou adormecido. Agora esses chamados “poderes” (que nada mais são do que a capacidade de cada um adormecida) estão voltando em seres melhorados, já com eles abertos e acessíveis, que estão chegando à Terra. Esses seres, essas pessoas, estão nascendo aqui: são os chamados índigos e cristais. Alguns até já estão se destacando entre vocês, estão assombrando os mais próximos e caindo na rede mundial da internet.













O mundo está ficando pequeno... Ele agora cabe na tela de um computador e na ponta dos seus dedos. Há bem pouco tempo isso era difícil de imaginar. Hoje é real e ninguém se questiona. Mas existem os atentos, muitas pessoas andam preocupadas com os sons que ouvem nos lugares mais afastados da cidade ou no silêncio da noite. São nuvens que gritam, sons das matas e sons que ecoam mesmo nas cidades, em pleno burburinho do dia. E não esqueçam que nós estamos viajando pelo espaço e que o universo é um mar de sons.


Há também o projeto H.A.A.R.P., que usa o som para fazer as coisas acontecerem. Muitas pessoas afirmam ter ouvido sons estranhos no ar e sinais no céu antes de terremotos, tsunamis, tornados, furacões, assim como estranhos sinais em nossas nuvens e fenômenos parecidos com a aurora boreal, em vários lugares do mundo. Tudo isso eles atribuem à H.A.A.R.P. É ela que causa esses fenômenos, interferindo no clima de maneira perigosa. Desastres assim já aconteceram aí pelo espaço e eles foram barrados e agora eles estão aplicando isso aqui em vocês, com o intuito de dominar a população do planeta - que saiu de controle. Existem muitas coisas escondidas pelo mundo que vocês nem desconfiam. Fiquem espertos e prestem atenção nas coisas que estão acontecendo por aí, não achem que é imaginação nem que as pessoas estão vendo coisas. Procurem saber, se informem, discutam a respeito com os amigos, comentem com os conhecidos e não se importem se eles rirem de vocês. Fiquem espertos, não durmam no ponto, a vigília é a segurança, a salvação. Vigie.

Beijos

Nós vivemos o que é, o que já foi e o que será, agora. Tudo ao mesmo tempo. 

Família

Família by Titãs on Grooveshark
Hoje eu tive uma surpresa e tanto. Quando acordei, o disco voador estava me esperando. Atagildo me deu bom dia e, quando eu perguntei a ele o que estava havendo, ele simplesmente disse que era pra eu tomar o meu café. Já pensando que iriam anunciar uma nova mudança, perguntei:

- O que é? Vou viajar de novo?
- Não – ele me respondeu. – Hoje é só uma visita.
Tomei uma xícara de café e saímos. Eles me deixaram em uma clareira e o Atagildo me orientou a caminhar até uma casa que podíamos avistar logo adiante, pois havia pessoas esperando por mim. Caminhei até lá e, que surpresa! Minha mãe, o meu irmãozinho, o meu pai! Abracei os três, fiquei com meu irmãozinho no colo, o Etelzino.
- Vim trazê-los para ficarem uns tempos com você aqui – disse meu pai. – Eles estão de férias da escola. O Etelino deve estar chegando por aí, ainda não tinha voltado de excursão. Eu os trouxe logo pra ficarem com você porque eu preciso voltar.
- Não vai ficar nem um dia aqui, pai?... – Perguntei a ele.
- Só o de hoje, vou ao anoitecer. É o tempo do Etel chegar, por isso vim logo para passar o dia com você...
Ele me puxou pra claridade.
- Deixe eu te olhar, filha... Você está bonita - disse, olhando pra mim com atenção. Minha mãe completou: “Está, sim. Está bem humana... De aparência, maneiras, tudo...”.
- Ela é como você - disse meu pai para minha mãe.
- Vocês estão ótimos... – Eu disse aos três. – E esse aqui é um garotinho terráqueo. Você trouxe os seus brinquedos?
Ele fez que sim com a cabeça, e eu completei: “Nós vamos comprar mais, eu vou lhe ensinar a andar de bicicleta, jogar bola...” Apertei o botão do macacãzinho dele e o Atanásio respondeu imediatamente, lá da nave: “Pode falar...
- Quero bicicletas. Uma pra cada um, menos pro pai e pra mim. Eu já tenho a minha e o pai vai voltar...” – disse ao Atagildo pelo comunicador do Etelzino. A resposta não demorou nem dois segundos: “Positivo.” Desliguei.
Perguntei aos meus pais se eles não iriam trocar de roupas e meu pai contou que roupas adequadas estavam a caminho, sendo providenciadas pelo Astor. Eram necessárias, pois meu pai disse que queriam conhecer o shopping. Mandou trazer um carro e me perguntou se eu sabia chegar até lá. Eu disse a ele que sabia.
Meu tio, irmão do meu pai, que mora nas Plêiades (ele mora lá com um tio dele) mandou pra mim uma fruta nossa que é parecida com o melão de vocês, só que pequena. É uma delícia. Come-se tudo da fruta: casca, sementes, polpa. É muito suculenta, come-se e bebe-se ao mesmo tempo, uma refeição completa, pois contém vitaminas e minerais. Basta comer metade dela que você já está alimentado. Vocês irão conhecê-la, um de vocês irá desenvolver estudos e chegará a ela. Ele saberá onde encontrar as sementes, porque elas já estão aqui em estado selvagem e este terráqueo irá aperfeiçoá-la ao meio. Talvez essa adaptação ao meio seja necessária para que a fruta não faça nenhum mal a vocês. Em qualquer jardim pode-se cultivá-la, é um pequeno arbusto e dá frutos o ano inteiro – o pé está sempre carregado. Quando a fome apertar no mundo e a Terra produzir menos do que o necessário, essa fruta será a solução. No planalto central, onde foi construída Brasília, tinham muitos arbustos dessa fruta e ela existe em alguns outros lugares do mundo e são plantadas pelos ETs para que as naves que passam por aqui se abasteçam, quando necessário. Por isso se vê tantas naves na zona de mata. Um brasileiro irá descobrir essa planta e é por esse motivo que dizem por aí que o Brasil irá abastecer o mundo, matar a fome do planeta. Isso já está na cabeça dele e já recebeu as instruções de como adaptá-la a vocês. No momento certo ele contará a maravilha que descobriu.
Enquanto esperava o Etelino (meu irmão de 14 anos) chegar, meu pai foi lá na nave com os rapazes. Meu irmão chegou meia hora depois, quase junto com o carro e com as roupas. Saímos todos assim que eles ficaram prontos e passeamos pelo shopping o resto da manhã. Na hora do almoço eu comprei um cheese com batatas, salada e maçã para cada um e comemos lá mesmo. Depois demos mais umas voltas e meu pai comprou umas redes pra levar (redes de dormir), além de outras coisas. Eu gostei da ideia da rede e comprei uma pra mim também, lá pro meu sótão. Mais tarde tomamos uma rodada de café com tortinhas (eles adoraram) e viemos pra casa, eu trazendo os sanduíches para o jantar e minhas tortas. 
Chegamos cedo, guardei tudo na geladeira e eles foram dormir, pois estavam cansados. Aproveitei o descanso deles pra dar uma olhada no meu sótão. Passei a tarde lá, molhei as plantas da janela, coloquei comida pro gato, sementes para os passarinhos.  Coloquei uma porta no lugar da que eu tinha tirado, pra proteger mais do frio, e fiz uma abertura embaixo pro gato entrar e sair. Montei a rede e fiquei um pouco me embalando. Tomei um suco, peguei também algumas roupas e voltei levando o livro que o garoto me deu e eu já estava lendo. Ainda estavam dormindo quando cheguei e aproveitei para ler um pouco. Minha mãe foi a primeira a acordar e veio sentar perto de mim. Eu fechei o livro. Eram sete horas, no horário de verão.
- O pai não podia ficar nem uma semana? – perguntei.
- Uma semana nós é que vamos ficar...
- Só uma semana? Por que?
- Os meninos não estão preparados para a atmosfera daqui, são muito novos ainda...
- Ah, sei.
- E você, minha filha? Como está?
- Bem... Eu estou muito só...
- Arrume amigos.
- Não dá certo, mãe. Os terráqueos são muito complicados.
Meu pai veio lá da nave: “Bem, já vou indo”, disse. Eu perguntei a ele se não ficaria para o jantar e ele respondeu que não dava tempo.
- Então leve, pai. Trouxe jantar e tortinhas para todos, cada um tem o seu pacote no frigobar. É pegar e comer...
- Eu quero... Mas o que eu queria mesmo era outro café daqueles que tomamos no shopping.
Vou providenciar”, eu disse. E providenciei mesmo. Fui, voltei com o café e trouxe um sanduíche quentinho pra ele levar, com um copão de café pra ele e para os outros. Ele foi todo sorridente. Dei a ele também uma máquina de café expresso e uns potes de café. Depois ensinei a ele como usar a máquina. Além disso, ele levou uma caixa com 24 litros de leite longa vida, 12 potes de café expresso (sabores variados), duas canecas de vidro para tomar café e 5 pacotes de açúcar mascavo de 1 quilo. Ele ficou muito feliz com os presentes... Prometi mandar outro tanto igual quando minha mãe fosse embora e disse a ele que quando ele precisasse de mais alguma coisa, bastava pedir. Ele foi carregado de coisas.
No jantar, cada um pegou seu pacote e aqueceu. Comemos juntos, conversando e depois fomos assistir televisão. Um pouco mais tarde os meninos dormiram e eu e minha mãe fomos conversar no terraço. Ela me trouxe um quadro, pintado por ela, que eu guardei para levar lá pro meu sótão.
- Mãe... Por que vocês não vêm morar pra cá?
- Não dá...
- Os meninos cresceriam aqui, ainda dá tempo de eles se acostumarem... São tão humanos...
- Sei pai não quer. Lá, ele é o responsável pelas rotas e vive muito envolvido com isso. Foi difícil convencê-lo a vir nos deixar aqui. Ele queria nos mandar pra cá, não queria vir, só veio porque o Etel tinha que resolver umas coisas na escola e só podia vir depois.
- É uma pena...
- E a sua casa? Quem ficou lá?...
- Ninguém, mas está tudo bem lá...
- É, filha... Às vezes a vida faz dessas coisas com a gente... Não vê o meu caso? Tive que abandonar a minha família daqui e ir pra lá com o seu pai... Eu também não tinha ninguém lá.
- Tinha sim. Tinha ele.
Ela suspirou.
- Mãe... Você tem vontade de rever os seus?
- Não, isso é impossível...
- Por que, mãe?
- Fui dada como morta... Tive um enterro simbólico e tudo...
- Mas você sabe o endereço da vovó, não sabe?
Ela ficou calada, olhando lá pra fora.
- Me dá o endereço dela, mãe. Ela mora aqui em São Paulo, não mora?
Ela permaneceu calada.
- Mãe!
Só então ela olhou pra mim.
- Pra que, Etnéia?
Quero conhecer minha avó, meu avô. Eu vivo muito só aqui, mãe”, respondi.  Ela se calou novamente. “Você vai me dar o endereço, mãe?
- Não.
Eu me levantei e saí. Fui dormir chateada e passei o resto dos dias chateada com isso. Durante esses dias, levei os meninos na mata, eles tomaram banho de rio, jogaram bola com os rapazes da nave e eu e minha mãe passeamos tudo por ali.
Quando foram embora, ela me deixou um papel com o endereço. Vou procurá-los.
Beijos

segunda-feira, 26 de março de 2012

Origem, egoísmo e os poucos escolhidos.

Conquest of paradise by Vangelis on Grooveshark
O homem é um estranho à Terra. Ele contém muitos elementos raros na sua composição que não existem aqui no planeta, e muito pouco dos elementos que aqui se encontram. Os cientistas de vocês já sabem disso, e é o suficiente essa comprovação para provar que a vida veio de fora.

Por que, então, vocês insistem em dizer que o homem e o macaco vieram de um ancestral comum? Pelo que entendi, é isto que afirma a tal Teoria da Evolução. Se um primata, no passado, deu origem tanto aos primatas atuais quanto ao homem atual, porque então esse tipo de fenômeno evolutivo não pode mais ser observado atualmente? Por que, então, parou essa evolução? Dá para me explicar isso? Eu gostaria de saber... Eu não concordo com essa Teoria da Evolução e nem entendo como vocês aceitam isso como verdade absoluta sem ao menos levantar outras questões, sem refletir um pouco mais. Eu já comentei aqui, com vocês, em outros textos, sobre como seria impossível a humanidade sobreviver aos eventos que ocorreram quando o planeta de vocês se chocou com outro... Então, pelo conhecimento que eu tenho, pela história que eu sei, a Teoria de vocês sobre a evolução do homem está furada: quando os ETs chegaram aqui, vindos de fora, não havia ninguém aqui. Os primeiros de vocês, terráqueos, já vieram de fora...

Eu queria ver a cara de vocês chegando lá em Capella e vendo tudo tão parecido (lá) com a Terra, aqui. É... Porque eu sei que vocês não acreditam em mim. Não acreditam em uma palavra do que eu digo, acham que isso tudo é mentira. Eu sou tão igual a vocês que é difícil mesmo acreditarem que eu não sou daqui... É que vocês somos nós e nós somos vocês: gente igual.
Tudo o que vocês estão descobrindo agora já existiu um dia. E vocês ainda tem muito o que descobrir. Tudo é colocado na cabeça de vocês. Inspiração divina... E o descobridor se torna um gênio, um inventor! Todos vocês são programados. O cérebro é um perfeito computador que controla todos os outros órgãos, lhes dando ordens, comandando, colocando-os em ação e em movimento. Só há um mecanismo no corpo que vocês podem controlar, treinar: o cérebro, e a sua mente. Dominando-o, dominam todos os outros órgãos, porque ele É o comando.
O centro não é coração, como todos pensam. O mecanismo do cérebro está guardado na caixa da cabeça, mas o comando, o centro do seu corpo, está no Hara, um pouco acima do umbigo, com reflexo no plexo solar. Aí é o seu equilíbrio. Prestem atenção, que quase todos os reflexos, os sustos, os medos, os desequilíbrios, estão nesse ponto. Eles são um soco no estômago, uma gastura, um temor, insegurança, desassossego, um gosto ruim na boca... Quando você senta e medita, não é o cérebro que você comanda, é o Hara - a sua força, sua vontade. Um pensamento bem programado, unido à força de vontade, realiza, cria. Sabe o ditado ”a fé move montanhas”? O que é a fé? Não é uma vontade forte? Um desejo que algo aconteça, que dê certo? A força do pensamento move pedras também, e aí estão as pirâmides como prova do poder mental elaborado, dirigindo e conduzindo forças, energias. De que outra maneira vocês acham que esses gigantes monumentais foram construídos? E o motivo pelo qual foram feitos? Sinalização, gerador de energia telúrica, predominância de tempo... Vocês já devem saber que nada que fica embaixo de uma pirâmide se acaba, se estraga. É uma câmara energética conservadora, atemporal, telúrica, canalizadora, cíclica. Não é uma decoração do deserto. Têm uma função determinante e foram construídas pelos marcianos - eles são os construtores das pirâmides. Os marcianos viveram no Egito, em afinidades com os faraós.


Todos os visitantes (depois que já havia gerações terrestres deles aqui) foram embora e deixaram um responsável no comando para guiar as gerações, ensinar-lhes o certo, o caminho natural das coisas... E todos tiveram problemas em conduzir os que lhes foram confiados. Então, tudo se perdeu... A humanidade tomou outros rumos e se prejudicou.
Nós não somos comandados, cada um segue o que lhe foi confiado e faz isso da melhor maneira possível, porque disso dependem todos os outros. Vocês fazem exatamente o contrário: prejudicam os outros para se darem bem. Não sabem dividir, mesmo sabendo que serão prejudicados. Não entendem e acham que só os outros serão prejudicados. O egoísmo é tanto que vocês não pensam nem em vocês. A capacidade de população da terra é de 1 bilhão, vocês já são 7 bilhões e, daqui a pouco, começam a cair pelas beiradas. A natureza controla o ciclo da vida e a reprodução de modo natural. Vocês romperam essa naturalidade, perderam o controle, impedindo a natureza de agir, dando filhos a quem não pode ter. Vocês deturparam tudo... Todo bom evento vocês transformam em nefasto, em algo destruidor.

Lá por cima, nos outros mundos as coisas são organizadas, controladas. Todos vivem em harmonia em seus mundos. Agora, há os iguais a vocês, que tentam invadir esses mundos e, por isso, a galáxia está em guerra. Os defensores combatem com valor os que querem invadir e desestruturar nossos mundos.
Apesar de muitas raças terem se misturado, dando origem a vocês, vocês só herdaram o DNA de uma delas, porque são bagunceiros e vândalos. Tirando os diferentes (os especiais, os despertos, os sensíveis), o resto é tudo igual: o que reina no planeta de vocês é um DNA corrupto. Basta vocês prestarem atenção no que acontece no mundo e verão o que aqui estou dizendo.


Há a seleção, os escolhidos - que somam 1 bilhão, é por isso que o mundo ainda têm jeito. A seleção já está sendo feita, já começou. Seja um escolhido, ainda dá tempo.


Beijos.

Observações:

- Existem quatro tipos de contato:
1º Grau – Visão
2º Grau – Evidência
3º Grau – Encontro
4º Grau – Abdução

- Os ETs mais conhecidos são:

·         Greys – Nefastos. São de Zeta Reticula, os reticulianos. São os responsáveis pela abdução de muitos.
·         Os Reptilianos – São de Alpha Draconis e vivem nos subterrâneos terrestres. Fazem parte do governo e são controladores.
·         Os humanoides – pesquisadores, são baixinhos, parecendo crianças.
·         Os nórdicos – são os mais altos, inofensivos, amistosos, pleiadianos.
·         Anunnaki - significa “aquele que desceu dos céus”, na antiga língua suméria. São os gigantes, nesfastos, controladores e fazem parte do governo.
·         Nephilins – Helohin – Neper – são gerações extraterrestres dos visitantes que aqui vieram e vivem aqui até hoje. De vez em quando surge um de raça pura entre vocês. Gigantes, anões, gênios, ou seja, aqueles que se destacam, os que são diferentes. 


Perdendo-se, encontrou o que mais queria.

Hoje, lá pelas cinco horas, mais ou menos, eu tinha acabado de chegar com o meu jantar (vou sempre nesta hora comprar o meu cheese) sentei na janela balançando as pernas, quando ouvi:
- Hei... Você aí em cima...
Olhei para baixo. Era um adolescente olhando pra cima.
- Oi, me dá um pouco de água... Estou perdido, morrendo de sede.
Eu desci com uma garrafinha de água e dei a ele. Ele, me olhando, pasmo:
- Como fez isso? Você voou?
Enquanto ele abria a tampa da garrafinha, eu subi e sentei na janela outra vez. Ele bebeu a água e olhou pra cima:
- Pode me ajudar? Eu me perdi, estou quase desmaiando... Saí com uma turma da escola em acampamento e me perdi...
Eu, olhando pra baixo, lá de cima. Ele continuou:
- Por favor... Estou morto de fome, pode me ajudar?...
Então eu disse a ele:
- Sobe. Tem uma escada aí do lado... Vem pro terraço e do terraço põe a escada aqui na janela e sobe mais...
Ele fez isso. Lógico que eu providenciei as escadas e ele veio, entrou pelo terraço aberto e depois pelo coberto. Passou pela porta e parou, olhando o lugar:
- Olha! Maneiro aqui! Você mora aqui, é? Sozinha?
Ele tirou a mochila das costas e sentou no chão. Não parava de falar:
- Nossa! Não tem cadeira, mesa, nada aqui? Móvel nenhum?.. Só esses equipamentos, é?
 Peguei o meu jantar e dei a ele.
- Uau! Cheeseburger! Batata frita! No meio desse mato todo? Como pode? Estou sonhando... Só posso estar sonhando!
Ele abriu o sanduiche, mordeu, fechou os olhos.
- Hummmm! É de verdade... Não é sonho, não...
Disse isso com a boca cheia e enfiou batatas na boca, ficando com um bochechão.
- Devagar aí, rapaz... Não vai morrer engasgado, hein... Olha lá.
Ele olhava pra mim, curioso. Reparava em tudo. Abri o freezer e peguei uma caixinha de suco. Dei pra ele.
- Caramba!!! Lanche completo, até suco de caixinha, água de garrafinha... Quem é você, hein?
Pensei “Ah. Esses humanos cheios de perguntas”. Então respondi, tranquila.
- Sou uma ET.
Ele tirou os olhos do lanche e me encarou, incrédulo.
- Ah! Ra, rá, rá.... Gostei!  - Antes de continuar com as perguntas, mordeu mais uma vez o sanduíche e, de boca cheia, continuou:
- Está acampando também?
- Não... Eu moro aqui. – Respondi, pacientemente.  
- Você é uma ET?
Ele tomou o suco.
- Sou.
O gatinho apareceu.
- Olha! Um gato... Você come gatos, que nem o Alf?
- Quem é o Alf?
- O ET da televisão...
- ET da televisão?
- É... O Alf, o ETeimoso... Não conhece? Passa na Nick de madrugada.
- ETeimoso? Não, não conheço. Não sabia que tinha ET na TV.
- É um programa, de mentira o ET...
- Ah, mas eu sou de verdade...
- Ah! Qual é. Tá brincando... – E sorriu. - Essas coisas elétricas funcionam?
Liguei a TV.
- Olha! Funciona mesmo, como pode? Tem energia aqui no meio do nada?
- Eu não preciso de energia. Sou uma ET. Sou um gerador de energia.
Ele me olhando.
- Nossa! Estou começando a acreditar... Você é séria... Tá falando sério mesmo? TV, som, DVD... Tudo funcionando sem tomadas e sem luz... Sanduiche completo, até salada... Desce e sobe voando... Tou é ficando com medo, já...
- Não precisa... Fica calmo, sou amiga. Boazinha.
Ele me olhando, veio com essa:
- Eu já estava lascado mesmo, perdido no mato... Ia morrer de qualquer jeito, então se me matar é a mesma coisa... Eu não tinha chance, não ia sair daqui com vida... Eles só voltam daqui a três dias e só aí que dariam falta de mim... Eu já estaria morto...
Como você se perdeu?”, perguntei.
- Os caras começaram a implicar comigo... Eles não gostam de mim, não sei por que... Sou daqueles que fica de fora de tudo, sabe? Começaram a tirar sarro, me chamaram de um bocado de coisas... Aí eu resolvi voltar pra casa, achei que sabia o caminho e me perdi... Vim parar aqui...
Ele não tirava os olhos de mim.
- Você é uma ET mesmo ou está brincando comigo?
- Sou uma ET.
- Tá. Como é o teu nome?
- Etnéia.
- Nossa! Que nome... Quer dizer, não que seja feio, mas nunca ouvi um nome assim, sabe...
Ele deu uma olhada em volta, em busca de outras pistas, procurando algo que o ajudasse a digerir aquela história. Encontrou os meus livros e olhou pra eles com atenção. “Você gosta de ler, né?”, perguntou, enquanto se aproximava da estante e reparava nos títulos.
- Gosto. Muito.
- Eu também... Sou ligadão nesses assuntos de anjos, fim do mundo e ETs. Sempre quis ver um ET, sabia? Mas eu não achei que era assim... Achei que era aquele zolhão, cara comprida, cinzento... Não assim, uma pessoa.
- Esses aí são outra raça...
- Mas tem ET mesmo, de verdade?
“Eu. Sou. Uma. ET. De verdade...” Acho que ele entendeu que eu estava ficando cansada de repetir aquilo.  Ele olhou pra mim enquanto eu falava, enfática, e sua cara ainda era a de quem não estava acreditando. Então ele voltou a falar sobre os livros.  
- Eu até trouxe livros pro acampamento... Tenho um legal aqui... Esse você não tem ali. O cara é um ET também, é gente assim, “normal”, e perseguem ele pra... Bom, é melhor você ler o livro. Eu já li, vou te dar....
Ele abriu a mochila, tirou o livro e me deu. Olhei o nome: Eu sou o Número Quatro.
- Você vai gostar... Você está se escondendo também?
- Não. Por que?
- Sozinha aqui nessa mata toda... Ele está se escondendo... – Apontou para o livro. Então deitou-se no chão, colocou a cabeça na mochila, improvisando um travesseiro.
- Essa TV é lindona... Liga aí, vai...
Liguei e perguntei a ele qual canal gostaria de assistir. Ele me encarou, espantado.
- O que? Funciona sem tomada, e ainda é a cabo? Não... Pirei! É demais! Acho que me perdi no mato, desmaiei, tô em coma...
- Que canal?
- Põe no 44 , no Nick. 
- Primeiro você vê o seu canal, depois eu troco pra Hellen Degeneres, que toda noite eu a vejo.
- Ah, eu também gosto da Hellen, ela é maneira, eu assisto também.
Com a boca, ele fez o som da música que abre o programa dela. Sorriu e disse:
- Legal. Um ET que gosta de Hellen Degeneres...

Somewhere Only We Know by Keane on Grooveshark

 Ele se calou vendo a TV. Fui me sentar na janela, olhando o céu. Entrei quando anoiteceu, sentei no chão folheando o livro que ele me deu e quando levantei a cabeça pra falar com o garoto, ele estava dormindo.

Estava cansado, faminto. Devorou o sanduíche num instante e agora estava dormindo tranquilamente. Aproveitei para sair e comprar outro jantar pra mim, porque ele tinha comido o meu. Comprei dois, completos. Um pra mim, um pra ele. Talvez na madrugada ele acordasse com fome. Comprei também tortinhas de banana e de maçã. Fui, voltei, comi sossegada e ele lá, no maior sono. Capotou, como vocês dizem. Assisti ao programa da Hellen e depois dei uma lida no livro que ele me deu. Gostei bastante. Fui dormir.
No outro dia, pela manhã, ele se sentou, todo atrapalhado, sem saber onde estava. Olhou pra mim fazendo careta, fechando um olho e me olhando com o outro, colocando a mão na frente do rosto pra fazer sombra por causa da claridade.
- Oi. você tá aí? Você existe mesmo? Eu não sonhei, não? Achei que estava sonhando aquela hora...
Eu sorri. O sanduíche extra que comprei, imaginando que ele comeria à noite, acabou virando um café da manhã. Dei a bandeja pra ele com o sanduíche, as batatas, a maçã e uma tortinha. Deixei a salada pra eu mesma comer mais tarde. Disse a ele: “Olha, tem café com leite também. Está quentinho.
- Tem?
- Tenho uma cafeteira.
- Isso é o máximo. Ninguém vai acreditar quando eu contar isso.
- Não, não mesmo.
Ele comeu tudo na mesma avidez, com uma fome doida. Quando acabou, pegou a maça e me olhou, dizendo: “Estava ótimo, vou guardar a maçã pra depois.”
- Agora vamos.
- Pra onde? – ele perguntou, espantado.
- Vou leva-lo lá ao acampamento.
- Mas já?
- É, vamos.
- Por que? Não posso ficar mais um pouco? É tão bom, tão legal aqui. Uma ET que mora na mata. Fantástico isso! Deixa eu ficar mais um pouco...
Interrompi: “Vamos, você não pode ficar aqui mais tempo.
- Por que?
- Vamos, cara!
Ele levantou, pegou a mochila e logo estávamos lá embaixo.
- Como você fez isso?
- É por aqui, vamos.
Fomos andando.
- Eu posso voltar aqui?
- Se você achar o caminho...
Quando chegamos lá, os garotos todos correram e o rodearam, dizendo, em coro: “Olha, ele voltou!”
- É, eu me perdi na mata. Aí achei a casa de uma ET que mora aqui na floresta... A minha amiga aqui...
Quando ele se virou para me mostrar aos outros, não tinha nada. Eu estava invisível, lógico. Não tinha nada pra mostrar. Ele ficou surpreso, olhou pros outros, pros lados.
- Vocês não viram? Não tinha uma ET comigo aqui?
Risada geral do grupo.
- Eu juro! Uma ET que mora no mato! Me trouxe aqui. Eu, eu...
Eles olhando e tirando uma onda. Ele meteu a mão no bolso e tirou a maçã. Sorriu, triunfante.
- Essa maçã foi ela quem me deu!

A maçã! Eu tinha esquecido que ele guardara pra comer depois. Não podia fazer a maçã desaparecer agora, senão iam saber que era verdade o que ele dizia... Aí iam bater aquele mato todo atrás de mim... Era melhor permanecer o mistério da maçã. Ele mostrava a maçã pra eles dizendo:
- A maçã. Onde eu ia arrumar uma maçã perfeita dessas? No mato?
Um deles:
- Em um pé de maçã, no mato.
E se viraram todos, indo cada um cuidar das suas coisas. Ele lá gritando, insistindo.
- Vocês têm que acreditar! É verdade!
E se virava pra mata e dizia:
- ET? Ô ET! Aparece aí pra eles verem que é verdade. ET!
E se voltava para eles de novo.
- Eu juro! É verdade!
De repente, ele teve uma ideia: ”Ei! Já sei! Posso levar vocês lá!
Todos se interessaram de novo e vieram até ele. Pensei “Hum, arrumei problemas.
- Vamos por aqui... – Dizia ele aos outros. – É pra lá.
Foram. Eles passaram a manhã toda tentando achar o caminho. E cada vez que se aproximavam do certo, eu os desviava... Até que desistiram... Voltei pra casa cansada. Por muito tempo ele vai falar nisso. Não vai esquecer tão fácil e com certeza será um pesquisador desses assuntos. O ser humano só se interessa pelas coisas quando elas o marcam de alguma forma, ou quando acontece com eles.

Beijos!

domingo, 18 de março de 2012

Mangas e... Filosofia

Broken Wings by Mr Mister on Grooveshark

Da minha janela para o mundo, fico sentada ouvindo o universo em seu movimento. Escuto o som da mata e da poluição sonora da Terra. Enquanto ouvia os seus lamentos, saboreei uma deliciosa manga. Aqui na mata eu tenho alguns pés de frutas em uma clareira próxima, e a manda é uma delas. Nesta época de chuvas, as frutas ficam maduras e caem.


Depois de comer, subi na nave pra levar algumas mangas para os rapazes.
Eles gostaram e, enquanto eles comiam, ficamos conversando e eles me passaram as notícias. Eles são três: o Atagildo, o Atanásio e o Astor. O Atagildo e o Atanásio são irmãos e o Astor é primo deles. Isso, nos relacionamentos terráqueos de vocês. Todos os três são clonados. Em Capella as mulheres não estragam mais o corpo para ter filhos. Isso é primitivo. Todos são feitos em laboratório, é possível escolher o modelo que se quer. Aqui na Terra vocês já chegaram neste estágio com os bebês de proveta e um dia vão chegar ao ponto de deixar um filho sendo fabricado lá e ir busca-lo depois. Esses da nave não têm família. Pegaram material com mulheres da Terra e cruzaram lá em cima. Eles são produtos de laboratório. O Atanázio é o clone do Atagildo e o Astor, do Atanásio.


Enquanto eles comiam, conversamos também sobre como somos hostilizados aqui na Terra. Se vocês forem procurar nos livros e textos antigos, querendo saber sobre os Exilados de Capella, vão ver como falam mal de nós, os Auriguianos. Eles se referem a nós como os “anjos caídos”, os Capelinos. Nós somos Capelianos. Dizem que somos gente ruim, má, que fomos expulsos do nosso planeta. Os livros espíritas que nos descrevem assim são: “Exilados de Capella”, “Anjos Caídos” e outro (que não lembro o nome) fala de Adão. Vocês nos consideram a Raça Adâmica, responsável pelo chamado “pecado original” - que não sei o que é isso.
Agora somos nós os responsáveis pela bestialidade de vocês. Os humanos sempre estão se eximindo da culpa e jogando-a em cima dos outros. Todos os que vieram aqui e deram origem a vocês, fizeram isso na melhor das intensões. Vocês, em sua evolução, é que em vez de irem pra frente, foram pra trás e agora ficam jogando a culpa nos outros. Foram vocês que inventaram a religião, dividiram e bagunçaram os códigos morais – ou melhor, deram um fim neles.
Tem também um senhor, cientista, astrônomo, professor, que diz que Capella não é habitada. Não é mesmo! Capella é um sol composto. São duas estrelas e, é lógico, não se habita um sol. O habitado é um astro que orbita em torno de Capella. Aliás, não é só um, tem outros. Vocês não sabem que o sol de vocês é dois, que no sistema planetário de vocês tem doze astros... Como querem saber do nosso sistema solar? Aproveitem para estudar quando passarem por lá agora. Inclusive, estudar sobre vocês.
Esse caminho que vocês estão fazendo no espaço agora, vocês (os atuais terráqueos) não conhecem. Vão conhecer agora. Então, vejam se aprendem pelo menos alguma coisa de vocês. Se os que vieram aqui não tivessem criado a humanidade, vocês não existiriam. Depois que eles foram embora e deixaram vocês aí, vocês regrediram e eles precisam voltar para impulsioná-los ao progresso novamente. Vocês devem todos os conhecimentos de têm hoje em dia aos de fora, e vocês ficam falando mal. Vocês são uns mau agradecidos mesmo. Não é à toa que querem varrer a humanidade da Terra, exterminar vocês do espaço. Vocês já estão se matando mesmo... Fico extremamente triste com essas coisas.
Esclarecimentos:
- O primeiro homem nascido se chamava Adama, que significa “o solo da Terra, o terráqueo”. E vocês interpretaram isso como se ele tivesse sido feito da lama da Terra – barro. Não estou negando a existência de Deus, ele ter criado o homem, nada disso. Essa história é de vocês. Estou contando a minha versão, como sei. Resta vocês descobrirem a verdade, da qual vocês nada sabem.
- Vocês querem encontrar um ET? Querem conhecer um extraterrestre? Então se olhem no espelho. 



sábado, 17 de março de 2012

Depois da Chuva


There Must Be an Angel (Playing With My Heart) by Eurythmics on Grooveshark



Depois da chuvarada da noite anterior, amanheceu tudo lavado. Fui pra mata (gosto de andar na mata pela manhã) e achei um ninho no chão, com dois filhotes dentro. Estavam largados, os dois, achei que iam morrer, mas mesmo assim juntei e trouxe.
A mãe deles não gostou muito da história, não, veio me atacando até aqui. Sequei os bichinhos, aqueci tanto eles quanto o ninho. A mãe, pousada lá na janela, me olhando – acho que entendeu que estava salvando os dois. Coloquei o ninho no beiral aqui do telhado (na parte coberta) e ele ficou bem abrigado. A mãe piava, pulava, me bicava, brigando comigo e só sossegou depois que eu saí de lá. Ela foi, olhou, olhou, voou. Depois ela voltou, trazendo comida para alimentá-los, então isso quer dizer que ela aceitou o novo lar. Eu trouxe pra cá porque eles estavam quase mortos e se eu deixasse o ninho lá, com certeza morreriam. O certo é não mexer... Se estiver tudo bem, basta recolocar o ninho na árvore outra vez. Se eles estivessem bem eu teria feito isso, mas eles não estavam. Só que, antes de pegar neles, eu esfreguei mato nas mãos (de leve, não é pra esmagar o mato, é só pra ficar o cheiro na sua mão). É porque se você pegar nos filhotes e deixar o seu cheiro neles, a mãe não aceita mais. O cheiro do mato disfarça o seu cheiro – cheiro de mata é cheiro de natureza. Não devemos por as mãos nos filhotes, que a mãe não aceita o cheiro de outro bicho e recusa o filhote – pra eles, somos bicho também.
O sol saiu fraco, morno, mas veio. Vai ficar quentinho lá no ninho porque o sol bate no beiral do telhado e o vento também passa ao lado, então vai ficar bem aquecido, mas não quente demais - por causa do vento, que refresca. Acho que vão morar aqui até a hora de voar. Ela passou o dia inteiro aí, só saiu para buscar alimentos e voltou. Aproveitei uma hora que ela saiu e encostei um galho seco de árvore lá perto. Ela já está pousando lá no galho. O gato ainda não tinha visto eles, foi a mãe indo buscar farelos e voando para o ninho que chamou a atenção dele. Agora ele está ali sentado, vendo ela se catar lá no galho, muito interessado olhando pra ela.  Já conversei com ele dizendo que não é pra mexer com os filhotinhos, mas gato de barriga cheia, satisfeito, não faz mal pra nenhum bichinho.
Além de novos moradores o meu sótão ganhou um vaso com uma planta – uma vinca róseo – coloquei na janela lateral onde bate o sol da manhã. Ela gostou. Já se debruçou e está se derramando pra baixo. Hoje fui buscar uma cantoneira e mais plantas iguais, uma vinca róseo bem clarinha, uma branca e uma vermelha. Plantei a branca no meio das róseas, ficou lindo. A vermelha eu coloquei junto com outra mais rosada, na janela da frente, bem no cantinho. As janelas abrem pra dentro e o parapeito fica livre. Prendi bem firme as cantoneiras, ainda sobrou espaço na janela da frente pra eu me sentar, como gosto de fazer.
A casa fica na beira do mato, na frente é um campo vago e mais lá pra frente tem árvores. Não vem ninguém pra cá. Eles colocaram essa casa aqui, no início da mata, por isso posso ficar tranquila. A casa lá embaixo é vazia, eu só uso o sótão – o resto da casa dá pra morar, mas eu só preciso disso aqui mesmo, está ótimo, fico aqui em cima sozinha.
Arrumei os livros... Já tenho uma boa quantidade de livros. Peguei um sobre anjos e já li um pouco, enquanto estava arrumando mesmo. As pessoas acreditam muito nos anjos, acham que eles são bons, que protegem – e vai falar o contrário pra você ver... Ficam contra você. As pessoas precisam rever os seus conceitos a respeito dos anjos... 
Procurem ver filmes, ler livros, e vão conhecê-los. Eu os conheço, eles existem também, como nós... Um deles quer destruir a humanidade – a maioria – outro a defende... Procurem ler sobre isso. Não, eu não posso falar, não posso dizer mais do que eu já disse. Não posso falar essas coisas, assim como não posso falar dos buracos usados para encurtar os caminhos para outros mundos... Por que?
Porque quem devia falar, não diz nada, e proíbe qualquer outro de dizer.
Ah! Vou escutar música!
Beijos. 

domingo, 11 de março de 2012

De Volta ao Brasil

Oi! Agora moro no terceiro andar de um chalé também. Nesse, eles colocaram um campanário de dois andares. Em um está o telescópio - lá encima - e no outro, embaixo, a minha biblioteca, toda de vidro nas janelas. Os dois campanários se comunicam com o meu sótão por uma escada em caracol. Subo para a biblioteca e depois para o campanário do telescópio.
Continuo ocupando um cômodo só na casa, o de frente para a mata. Agora tem mata na frente e atrás - mata atlântica. Daqui posso ver as quaresmeiras, ipês, manacás. Próximo da casa tem dois flamboyants, jardim, pomar, um riacho, roda d´água e um lago. Um luxo. A casa lá embaixo está boa, mas fiquei no terceiro andar - gosto de morar no alto. Os rapazes mudaram o meu sótão com tudo - mudou só o local, o resto está igual.
Gimme Shelter by Cal Tjader on Grooveshark
Eles me trouxeram uma coruja machucada - mas já medicada, com a asa enfaixada – e um carcará que foi baleado, operado e está em recuperação também. O tiro pegou de raspão em uma das coxas dele e dilacerou. Coloquei um galho para o gavião e um pedaço de tronco de árvore oco para a coruja. Estão lá pousados. Pela manhã levo os dois para pegar um sol na janela – o pouco sol que tem feito por aqui, anda chovendo muito ainda.
Hoje fiz uma coisa inédita para mim: fui ao shopping na cidade de São Paulo. É longe, bem longe daqui, porque estou no interior do interior do interior de São Paulo. Eu nunca tinha ido a um shopping, sabia? Tinha medo de alguém cismar comigo. Convites do João e da Glória nunca faltaram, assim como do pessoal da república, e eu sempre dava uma desculpa, dava um jeito de não ir.
Queria levar o meu irmãozinho pra ver isso. Minha mãe e meu pai conhecem shopping, mas o Etelzin, não. Ele está tão bonitinho... Eu o vi no dia em que falei com eles. Ele adorou os brinquedos do Lego – aliás, esses são os brinquedos mais inteligentes do mundo, estou montando uma cidade com eles.
Então, voltando ao shopping. Hoje foi só um breve passeio. Tomei um café na livraria, uma água, olhei as lojas, comprei CDs e DVDs - porque agora estou toda equipada com a tecnologia humana, então preciso me abastecer com títulos. Comprei o meu jantar (o cheese, batatas fritas, saladas, uma maçã, o cheese da madrugada) e voltei. Cheguei às 18 horas, anoitecia, dei uma corrida porque começou a chover, é hora de verão. Corri também por cauda de assistir a Hellen Degeneres (porque sete horas de verão já são oito), mas cheguei a tempo.
Aqui na entrada de casa, lá embaixo, achei um gatinho novinho, malhado, miando, morto de fome. Trouxe ele aqui para cima, dei leite a ele, e agora o folgado está ali dormindo. Eu já tenho um galo branco (o Canjica), um carcará, uma coruja e, agora, um gato. Vou chamá-lo de Cosmos. Ainda estou esperando para que o nome da coruja e do gavião apareçam na minha cabeça – como é o certo, na minha opinião. Às vezes demora um pouquinho, mas já, já, esses nomes chegam.
A chuva está fortíssima lá fora, é uma cortina, do céu ao chão. Vejo pela luz da lanterna que eu foco lá fora... Lindo!... Aqui é um breu lá fora, negro como o carvão. Nas noites de céu limpo, as estrelas brilham forte e, pra quem conhece o céu como eu, é fácil localizar as constelações com a minha visão de raios “X”.
Nas noites de luar, a Lua é imensa e fica tão claro por aqui que faz sombra no chão. E por falar em sombra... Os ETs não têm sombra, sabia?.. Só que pra vir pra cá, ficar no meio de vocês e não assustar ninguém, foi preciso colocar sombra em nós.
Voltando ao assunto do gato. Pra ele ter espaço, eu tirei a porta de entrada que dava para o vão da escada, fechei o vão – ganhei mais um terraço coberto - e deixei um pedaço ao ar livre. Nessa parte ao ar livre ele pode sair e andar no telhado – dá bem no telhado – e dá pra pegar o sol da manhã na parte descoberta. O vento entra direto e o frio também entrará, quando esfriar, mas temperatura não faz efeito em mim. Eu até me protejo, porque o corpo se adaptou ao planeta e posso adoecer, só que não sofro com frio, é só pra prevenir. Não sofro também nenhum dano me teleportando para onde quero, a velocidades altíssimas. Faço viagens de um lugar para outro num estalar de dedos. Posso também fazer viagens interplanetárias, interestelares, intergalácticas, sem nenhum problema no disco voador. É como andar de metrô, de trem-bala ou de avião aqui na Terra.
A chuva continua lá fora, muita chuva. O gato, o Cosmos, virou uma rosca lá no chão, de tão enrolado.  
Estou lendo 10 livros de uma vez, cinco folhas de cada um por dia. Posso ler mentalmente sem abri-los mas, para passar o meu tempo, estou lendo como uma pessoa comum: página por página, virando a folha. Tenho que aprender a viver normalmente aqui na Terra, como uma terráquea, mesmo não sendo uma.
Os rapazes do disco voador não estão aí, foram fazer um debrifim – é um interrogatório a que se submetem os pilotos e tripulantes, a fim de obter informações sobre os inimigos.
Beijos!

sábado, 10 de março de 2012

A Caixa

Man In The Mirror by Michael Jackson on Grooveshark
Os homens da Terra fazem as coisas e não procuram saber se o que fazem está certo. Exemplo: a exploração de minérios. A retirada de minerais da Terra para transformá-los em objetos ou consumi-los como combustíveis, altera a composição do planeta e o destrói. Isso porque eles, os elementos, uma vez consumidos e queimados, não voltam mais para a sua origem, transformam-se em outros e se perdem. Se isso faz parte do planeta, então precisa estar ali.

O ouro é responsável pela nossa camada de ozônio. Ele possui uma radiação protetora que envolve o planeta como um ímã e sua retirada tem causado o rompimento da camada de ozônio - que é um gás formado por elementos da composição do planeta - usado na sua proteção, impedindo a sua destruição pelos raios do sol, por elementos estranhos ao meio, por biologia alienígena e outros. Com a retirada do ouro para transformá-lo em pulseiras, brincos, etc., tem-se alterado a camada protetora da Terra. Isso vem sendo feito desde o princípio do princípio pelos inimigos de vocês, que querem destrui-los e se apoderar de tudo, retirar o ouro e recompor a camada protetora do planeta deles. Eles vieram aqui (e vêm) pelo ouro.
O petróleo é retirado e queimado como combustível, gás, transformado e dividido em outros produtos. Vocês não precisam retirá-lo da Terra para movimentar o planeta. Existe um método limpo e consciente de gerar energia e combustíveis sem precisar destruir a Terra. Dizer que o petróleo move o mundo é burrice. Ele destrói o mundo. Essas substâncias são retiradas e precisam de outros milhares e milhares de anos para novamente serem produzidas. Vocês sabem o que é o petróleo? Acho que não...
Isso é cobiça. E está entre as coisas mais nefastas da Terra, como dinheiro, a miséria do mundo. Pensem no que o dinheiro pode e faz, e vocês vão ficar horrorizados. Ele é tão destruidor que qualquer vida hoje vale menos do que ele. Por qualquer vinte reais, que é um valor baixo considerado ao que se pode ter, se compra uma vida. Você paga 20 reais para o sujeito e ele mata quem você não gosta. Aí ele vai com os vinte reais e compra drogas. O caminho é esse, nada mais tem valor. Já aconteceram crimes por um real! Ou por não ter um real para dar ao bandido. A humanidade está se autodestruindo por nada. Isso é controle mental, a manipulação de outras inteligências. De repente, o mundo se descontrolou em tudo, até na geração. O controle de natalidade acabou. Éramos mais de um bilhão há menos de 200 anos atrás e hoje somos mais de sete bilhões. Isso é proliferação. Ninguém pensa mais em consequências.
Estão todos ficando iguais: miseráveis. Todos virando uma classe só, porque os grandes estão caindo e a crise é mundial. Parem para pensar e vejam se não é o caos. O que fazer? Pensar, prestar atenção, e o mundo estará a salvo.
Fala-se muito na criação do homem, dizendo que quando chegaram aqui encontraram um hominídeo que, manipulado geneticamente com DNA deles, se transformou no homem atual. Se o planeta foi destruído em um choque com outro planeta como dizem que o destruiu e transformou, como eles, os que vieram de fora, encontraram aqui um hominídeo? Isso é possível? O homem não é produtos de uma única raça, mas de várias. Isso está presente no corpo dele, onde se encontram muitos ou vários elementos que não fazem parte da composição do planeta. Elementos desconhecidos e não nossos. Então, de onde vieram? A questão é só uma, pensar. Então vocês encontrarão as respostas, pois dentro de vocês está todo o conhecimento cósmico, os arquivos akáshicos: memória da natureza, memória universal, onde todos os segredos estão guardados: a caixa. Eles fazem parte de nós, do nosso DNA, e todos podem acessá-los, basta ter o conhecimento.
Beijos!

Esclarecimentos adicionais:
- Tiamat foi o planeta que colidiu com Marduc, dando origem ao cinturão de asteroides.
- Mesopotâmia, Egito, Índia e as Américas foram ocupadas por seres vindos de fora.
- Em 2003 foi descoberto um planeta anão que recebeu o nome de Cedna.
- Em 1984 foi dito pelos cientistas da Universidade da Califórnia que o Sol pode ter uma estrela companheira. Isso foi ridicularizado...