Olá.
Como já disse, a minha aparência é muito boa.
Melhorei bastante, na vivência com a turma da faculdade, praticando esporte,
nadando. Fui virando gente mesmo. Fiquei na faculdade com essa turma até o dia
em que eles encrencaram com o professor.
Aliás, ser professor aqui na terra não é fácil,
não... Os alunos não querem estudar, ficam batendo papo, o professor fala e
eles não estão nem aí... É como se não houvesse ninguém falando com eles. O
pior é o que os pais pensam que seus filhos estão estudando... É por isso que a
maioria dos alunos de hoje não sabem nada. Presenciei isso quando frequentei a
escola com os jovens João e Glória e, anos depois, na faculdade, percebi que as
coisas não mudam muito, não. É esta a razão dos maus profissionais de hoje, não
aprendem nada e muitos compram o diploma.
Então, voltando ao episódio, alguns alunos encrencaram
com o professor quando este lhes chamou a atenção. Como estavam fazendo barulho
e atrapalhando a aula, o professor não gostou e mandou que eles se retirassem
da sala. Eu fiquei, pois não estava no meio da confusão que eles aprontaram e
os caras acharam ruim comigo porque eu não fui com eles. Saíram fazendo sinais
pra mim... Não me importei.
Depois da aula, o professor foi para o
estacionamento pegar o seu carro os tais alunos estavam lá esperando por ele.
Os seis. De longe, vi quatro deles atacando o professor.
Corri em sua direção,
cheguei lá imediatamente, “do nada” e levantei a mão na direção dos caras, que
ficaram suspensos no ar, imobilizados. O professor estava quase em estado de
choque, boquiaberto, olhando pra mim. Eu disse pra ele: “Vai.. Saia daqui...”. Ele entrou no carro e saiu à toda do
estacionamento. Os outros dois que não estavam imobilizados ficaram sem ação,
olhando pra mim também, sem entender, talvez processando a cena diante deles.
Eu finalmente desci os quatro, abaixando meu braço e desapareci. Os seis
estavam estarrecidos. Ninguém mais viu aquilo, estávamos sozinhos no
estacionamento.
Naquele momento eu me lembro de ter pensado: “agora eles acreditam no que eu sempre disse,
que eu sou uma ET... Tenho certeza que agora acreditam.” Tive que ir
embora, sair da república e da faculdade. Nunca mais voltei lá. Soube que o
professor pediu transferência e que aqueles seis covardes trancaram a
matrícula.
Eu gostava da aula, gostava da república, dos meus
amigos, mas....
Lembro-me do primeiro dia de aula. Esse mesmo
professor, ao ler a lista de frequência que cada um assina após a aula, olhou
pra turma perguntando “Quem é Etnéia?”.
Eu levantei a mão e ele me perguntou de onde eu tinha vindo. Provavelmente ele
apenas queria saber de qual outra faculdade eu tinha me transferido, mas um dos
meus amigos logo respondeu: “Ela é
exilada de Capella, é uma ET...”. A classe toda caiu na risada, até o
professor esboçou um sorriso com a reação da turma... Outro amigo meu
completou: “Ela é a Etnóia... A noiada...
Nóia total!” Outra risada da turma. Alguém, que não era da minha turma,
perguntou: “Onde você estacionou o disco
voador? No estacionamento?...” Mais risadas... Eu, quieta, sorrindo, só
pensava que mal eles sabiam da verdade... Eu os achava uns idiotas. Neste
primeiro dia, mais tarde, na lanchonete, o professor me ofereceu um café e me
perguntou, sorrindo, por que eles faziam aquelas brincadeiras todas comigo. Eu
lhe respondi que eram meus amigos e que a verdade é que eu era, realmente, de
outro planeta, mas que ninguém acreditava.
Neste dia do episódio de agressão, quando interferi
usando minhas capacidades, tanto os seis alunos quanto o professor (que sorriu
com eles no primeiro dia de aula) acabaram descobrindo a verdade, na base do
susto. Comprovaram, os sete, que eu estava falando a verdade, apesar de não
terem acreditado.
Beijos!
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