sábado, 4 de fevereiro de 2012

Covardia


Olá.
Como já disse, a minha aparência é muito boa. Melhorei bastante, na vivência com a turma da faculdade, praticando esporte, nadando. Fui virando gente mesmo. Fiquei na faculdade com essa turma até o dia em que eles encrencaram com o professor.
Aliás, ser professor aqui na terra não é fácil, não... Os alunos não querem estudar, ficam batendo papo, o professor fala e eles não estão nem aí... É como se não houvesse ninguém falando com eles. O pior é o que os pais pensam que seus filhos estão estudando... É por isso que a maioria dos alunos de hoje não sabem nada. Presenciei isso quando frequentei a escola com os jovens João e Glória e, anos depois, na faculdade, percebi que as coisas não mudam muito, não. É esta a razão dos maus profissionais de hoje, não aprendem nada e muitos compram o diploma.
Então, voltando ao episódio, alguns alunos encrencaram com o professor quando este lhes chamou a atenção. Como estavam fazendo barulho e atrapalhando a aula, o professor não gostou e mandou que eles se retirassem da sala. Eu fiquei, pois não estava no meio da confusão que eles aprontaram e os caras acharam ruim comigo porque eu não fui com eles. Saíram fazendo sinais pra mim... Não me importei.
Depois da aula, o professor foi para o estacionamento pegar o seu carro os tais alunos estavam lá esperando por ele. Os seis. De longe, vi quatro deles atacando o professor. 
Corri em sua direção, cheguei lá imediatamente, “do nada” e levantei a mão na direção dos caras, que ficaram suspensos no ar, imobilizados. O professor estava quase em estado de choque, boquiaberto, olhando pra mim. Eu disse pra ele: “Vai.. Saia daqui...”. Ele entrou no carro e saiu à toda do estacionamento. Os outros dois que não estavam imobilizados ficaram sem ação, olhando pra mim também, sem entender, talvez processando a cena diante deles. Eu finalmente desci os quatro, abaixando meu braço e desapareci. Os seis estavam estarrecidos. Ninguém mais viu aquilo, estávamos sozinhos no estacionamento.
Naquele momento eu me lembro de ter pensado: “agora eles acreditam no que eu sempre disse, que eu sou uma ET... Tenho certeza que agora acreditam.” Tive que ir embora, sair da república e da faculdade. Nunca mais voltei lá. Soube que o professor pediu transferência e que aqueles seis covardes trancaram a matrícula.
Eu gostava da aula, gostava da república, dos meus amigos, mas....
Lembro-me do primeiro dia de aula. Esse mesmo professor, ao ler a lista de frequência que cada um assina após a aula, olhou pra turma perguntando “Quem é Etnéia?”. Eu levantei a mão e ele me perguntou de onde eu tinha vindo. Provavelmente ele apenas queria saber de qual outra faculdade eu tinha me transferido, mas um dos meus amigos logo respondeu: “Ela é exilada de Capella, é uma ET...”. A classe toda caiu na risada, até o professor esboçou um sorriso com a reação da turma... Outro amigo meu completou: “Ela é a Etnóia... A noiada... Nóia total!” Outra risada da turma. Alguém, que não era da minha turma, perguntou: “Onde você estacionou o disco voador? No estacionamento?...” Mais risadas... Eu, quieta, sorrindo, só pensava que mal eles sabiam da verdade... Eu os achava uns idiotas. Neste primeiro dia, mais tarde, na lanchonete, o professor me ofereceu um café e me perguntou, sorrindo, por que eles faziam aquelas brincadeiras todas comigo. Eu lhe respondi que eram meus amigos e que a verdade é que eu era, realmente, de outro planeta, mas que ninguém acreditava.
Neste dia do episódio de agressão, quando interferi usando minhas capacidades, tanto os seis alunos quanto o professor (que sorriu com eles no primeiro dia de aula) acabaram descobrindo a verdade, na base do susto. Comprovaram, os sete, que eu estava falando a verdade, apesar de não terem acreditado.  
Beijos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, comente!